como se fossemos
meninos com gula
íamos pelos taludes
à procura de amoras.
A deflagração da luz
a prumo na estiagem
aquentava-nos o corpo de prazer.
O suco das amoras
aliciava a ferocidade dos dentes.
Vamos de novo amor
antes que sequem no coração
as amoras da juventude.
meninos com gula
íamos pelos taludes
à procura de amoras.
A deflagração da luz
a prumo na estiagem
aquentava-nos o corpo de prazer.
O suco das amoras
aliciava a ferocidade dos dentes.
Vamos de novo amor
antes que sequem no coração
as amoras da juventude.
Graça Pires
De Talvez haja amoras maduras à entrada da noite, 2025, p. 16
Minhas amigas e meus amigos: O meu blog teve um problema e perdi todos os nomes dos blogs que eu sigo. Com paciência consegui recuperar um a um, mas só os das pessoas que me costumam comentar. Podem faltar alguns que acrescentarei. Peço desculpa e agradeço a compreensão.

Quem nunca colgeu amoras assim como essa mão da foto? Lindo!
ResponderEliminarQue pena esse problema com teu blog!
Tomara aos poucos recuperes tudo!
beijos, lindo fim de semana! chica
Belíssima metáfora nesse poema onde o tempo segue deixando rastros de um viver. Luz e paz. Um ótimo final de semana. ♥
ResponderEliminarPoema belíssimo
ResponderEliminarGostei imenso
Ainda mais que amo amoras
Abraços
Boa tarde minha querida amiga e poeta Graça. Obrigado pela visita e comentário sobre o Vik Muniz. Gosto muito de amora e já comi até geleia. Uma excelente tarde de sábado, para você e todos os seus familiares em Portugal, bom final de semana e um grande abraço do seu amigo carioca.
ResponderEliminarO blogger anda desatinado de todo, realmente.
ResponderEliminarBelo poema assim como a foto!
Minha Amiga, caloroso abraço e tudo de bom :)
Boa tarde Amiga Graça
ResponderEliminarUm poema de uma delicadeza luminosa, onde a memória do amor se confunde com a memória da juventude. «De mãos dadas» conduz-nos por taludes cobertos de amoras, num regresso quase inocente à infância, mas onde a inocência rapidamente se deixa tocar pelo desejo.
As amoras tornam-se, assim, muito mais do que fruto: são sabor, corpo, prazer, urgência e tempo. A «ferocidade dos dentes» contrasta maravilhosamente com a ternura das mãos dadas, criando uma sensualidade contida, mas intensamente viva.
E há, sobretudo, esse belo apelo final: «Vamos de novo amor», como se ainda fosse possível regressar ao instante em que tudo ardia de juventude, antes que sequem no coração «as amoras da juventude». Um poema que celebra o amor e, ao mesmo tempo, nos lembra da sua fragilidade perante a passagem do tempo.
A Autora oferece-nos, uma vez mais, uma poesia de grande sensibilidade, onde a simplicidade das imagens esconde uma profunda reflexão sobre o desejo, a memória e a inexorável passagem da vida.
Belíssimo trabalho poético.
Bom fim-de-semana
:)
PS: Também não sei que se passa com o bloguer, anda todo desgovernado, devem ser algumas actualizações.
Se merecen estos versos. Me encantan las moras.
ResponderEliminarBuen fin de semana.
Un abrazo.
Graça, realmente o Blogger deu uma desatinada também no meu, mas por falar em amoras, minha filha e minha neta descobriram um pé muito carregado delas, cujos galhos até pendiam. As fotos delas em deslumbramento, ficaram lindas e belo demais ficou o seu poema e foto! Espero que logo possa recuperá-lo direitinho! Beijo!
ResponderEliminarBelo poema, viajei até a minha infância, quando também eu ia apanhar as amoras, belos tempos. Vi que teve problemas com o blog, por aqui também há algumas anomalias.
ResponderEliminarUm fim de semana feliz.
bjs
Hello Graça,
ResponderEliminarNice words about the blackberries.
It's a delicious time of the year with many fresh fruit.
Many greetings,
Marco
Wonderful poem!
ResponderEliminarI love blackberries!
Me gusto el poema. Te mando un beso.
ResponderEliminarOlá, querida Graça, que belo poema, amiga,
ResponderEliminarhá muitos anos anos, na minha juventude,
também comia amoras tiradas das árvores
e comia na hora, coisa de adolescentes!
Mas era tão bom que nunca esqueci!
Adorei ler esse belo poema!
Beijinhos, um bom fim de semana!
Você marca nesse poema uma forte nostalgia de cumplicidade da infância ao imaginar duas pessoas caminhando juntas, livres de preocupações.
ResponderEliminarSaúde a você — Drª. Jéssica Mayra
Memórias felizes de infância... que nos fazem sorrir e trazer os sons e os cheiros...
ResponderEliminarBeijos e abraços
Marta
Olá, amiga Graça.
ResponderEliminarQuando era miúdo também gostava de ir colher amoras. Era muito estimulante.
Belo poema, estimada amiga. Gostei bastante.
Deixo os votos de bom domingo, e ótima semana que está aí à espreita, com tudo de bom.
Beijinhos, com carinho e amizade.
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com
Este lindíssimo poema da Graça transportou-me à memória da juventude quando com amigos e amigas íamos roubar amoras maduras e nos sentíamos felizes.
ResponderEliminarBeijinhos com todo o carinho.
Amoras é mais fácil colher do que as jabuticabas (essas tinha no quintal da infância ), e amoras esse poema me faz lembrar onde as encontrava ,quando passeava com o pai pelos campos e ele dizia escolhe as mais pretinhas ,que são mais doces Saudades dele !
ResponderEliminarUma frutinha boba que quase não existe nas cidades substituída pela framboesa com quase o mesmo sabor .Obrigada pelo poema ,Graça que me comoveu .. Beijinhos amiga e bom domingo.
Olá, Graça. mais um lindo poema, bjs
ResponderEliminarOlá, amiga Graça
ResponderEliminarUm poema delicioso com amoras à mistura e meninos gulosos :)
Adorei e fez-me recordar o seu sabor.
Boa semana.
Beijinhos
Olinda
Olá, amiga Graça, uma pena o que aconteceu com teu Blog,
ResponderEliminarmas esperamos que tudo seja corrigido.
Quanto ao seu poema tenho a dizer que achei um canto excelente,
de grande beleza.
Uma boa semana, minha amiga, muita saúde e paz.
Beijo.
Bonito poema. Eu confesso que não gosto de amoras!
ResponderEliminarIsabel Sá
Brilhos da Moda
Na minha infância também procurava amoras e outros frutos com o grupo das brincadeiras.
ResponderEliminarExcelente poema, gostei imenso.
Boa semana.
Um beijo.
PS: há mais pessoas com esse problema na lista de blogues; reparei que o meu aparece com o penúltimo post e não com o que publiquei hoje.
Bonjour beau blog comme j'aime ou ont découvre autre chose que l'ont vois pas ailleurs je m'abonne chez toi bon lundi
ResponderEliminarAmiga Graça, boa tarde de paz@
ResponderEliminarHoje mesmo comprei amoras sem agrotóxicos em fruta e em geleía caseira.
Agora, as amoras da juventude são frescas e puras... como seu poema.
Tenha uma nova semana abençoada!
Beijinhos fraternos
Os blogs estão a ter problemas! No meu caso, não consigo colocar fotos individuais! Tenho de fazer montagens!
ResponderEliminar...
Gosto muito do poema! 👏👏👏😘
A magnificent text. True art. Words with power.
ResponderEliminarBom dia, Graça
ResponderEliminarLindo poema. Na infância eu gostava muito de colher azeitonas nas árvores. Momentos simples assim, cheios de diversão, são os que mais marcam a nossa vida.Espero que você consiga resolver o problema com o blog. Um forte abraço.
Nunca gostei de amoras, mas acompanhei, tanta vez, essas excursões infantis a buscá-las no meio de silvados irritadiços banhados de sol e suor.
ResponderEliminarEntendo o sentido dessa juventude que o espírito vai perdendo. As amoras estão lá na mesma (talvez).mas quem corre ainda a buscá-las quando o super as oferece lavadas e no interior de caixinhas transparentes?! Falta o esforço movido a desejo e esperança. Estendemos a mão na secção dos frios e o prazer é um quase nada.
coucou un beau poèmes et une fruite que l'ont trouve sur les roncier et c'est délicieux, hier il a fait très chaud l'été joue les prolongations le problème c'est l'eau qui vas manqué , bon Mercredi
ResponderEliminardear Grace this i found this beautiful poem heartwarming because the photo and poetry go so well down to memory lane where in our native village we both sister would get along to our dear mother to pick up the blackberries in the March or April can't remember precisely .i am sure i am not alone who felt that way 🥹❤️
ResponderEliminarthat event stayed with me for whole life as it happened for more than a decade and how priceless these memories are
blogger has been doing problem for all users ,all whom i know .thankfully it is behaving now 🤞
health, happiness and peace to you and yours!!🙏
Adorava ir apanhar amoras quando era criança.
ResponderEliminarLindíssimo poema
Beijinhos
Me ensalma el poema, al comparar el disfrute con el de las morasque se degustan cuando ofrecen su dulzura de vino. Después se enjugar y pierden todo agrado a las papilas. Un abrazo. Carlos
ResponderEliminarcoucou beau billet, je te souhaite une bonne fin de semaine un bon Vendredi un bon weekend a lundi ,bises
ResponderEliminarAs amoras, frutificando nos silvados, são sempre um desafio para as crianças.
ResponderEliminarBom fim de semana.
Abraço de amizade.
Juvenal Nunes
Olá doce Graça*
ResponderEliminarMal aqui cheguei, sorri.
Esta gula, fez me pensar nos meus netos, Alice e Lourenço.
Eles adoram amoras,
Tenho muitas pelo terreno e é sempre uma correria assim que eles as descobrem.
Belo poema, faz crescer água na boca.
Estive uns meses ausente, mas é sempre muito bom chegar aqui.
Abraço e brisas doces ****