Ortografia do olhar

Seleccionar o ângulo de um rosto, sem lhe macular a luz, como se, a meia voz, pudéssemos reter os múltiplos reflexos do júbilo e das mágoas.

30.4.16

Soletro as palavras maternas

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Espreito pelos dedos a memória mais longínqua da infância. Procuro-a intensamente. Nas árvores, nas latadas, nos vãos de escadas...
57 comentários:
24.4.16

Para sempre ABRIL

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Maria Helena Vieira da Silva No contorno deste chão um grito abraçou o povo. E o frágil coração da liberdade reinventou o sonho....
53 comentários:
18.4.16

Em seara alheia

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não foi este o tempo que pedi   bastava-me uma réstia de sol  na ombreira de uma porta habitada  um pouco de mar calmo e  compassivo...
42 comentários:
11.4.16

Sorriso

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Ferran Quevedo A melancolia vem açoitar-me as margens  do sorriso que resta nos meus lábios  quando busco um sulco de água doce  ...
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4.4.16

O delito azul

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Helena Almeida Amo a inquietante beleza que legitima  o delito azul colado ao desabrigo dos náufragos. Atravesso o cabo das tor...
53 comentários:
28.3.16

Em seara alheia

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Evita sonhar, procura não saber Dos sorrisos que se acendem Ao longo da rua. Remete-te À desordem moderada do teu Coração silencioso...
45 comentários:
21.3.16

É Primavera

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Amanda Cass Começou o ritmo da folhagem ao sabor da seiva. As árvores escolhem o tom de verde que o sol prefere dispersar nos t...
64 comentários:
14.3.16

Guerra

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Para se abrigarem dos ventos contrários  o abraço dos amigos lhes bastava.  Mas a guerra cercou-os  e deixou-lhes no movimento d...
51 comentários:
3.3.16

Convite - Figueira da Foz: Volto à memória do mar

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Muito obrigada a todos os que partilharam comigo mais esta festa da poesia. Gostava de contar com a presença de todas as minhas amigas...
68 comentários:
22.2.16

Em seara alheia

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POEMA PARA UM VERSO DE FERNANDO ASSIS PACHECO Se fosse Deus parava o sol sobre Lisboa No instante da sua força ao meio-dia Como se a ...
52 comentários:
15.2.16

A caligrafia do silêncio

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E. O. Hoppe Ando pelas ruas desta incerta cidade. Deixo que o meu olhar se ajuste ao olhar dos outros. Entre ruas e rostos há...
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8.2.16

Um pássaro alucinado

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Ana Pires Quando em minhas mãos dança a nudez de um rosto, há um pássaro alucinado que voa de costa a costa até encontrar um ...
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1.2.16

Em seara alheia

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Junto ao muro do nosso quintal cresciam junquilhos. As galinhas subiam as escadas da varanda e catavam caruncho e formigas. Uma ne...
56 comentários:
25.1.16

Os números

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Andy Warhol Aprendi a dizer os números quando era criança. Como toda a gente. Contava tudo: as pedras, os barcos, os frutos,...
59 comentários:
18.1.16

Recordo as mãos da minha mãe

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Pode parecer absurdo este cantar de dor a meia voz, este cantar de amor em grito mudo.  Recordo as mãos da minha mãe: ...
54 comentários:
11.1.16

Em seara alheia

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As asas Ícaro falou-me da urgência do vôo da construção das asas e do salto. Falou-me da visão do ar e fez-me acreditar no invisív...
44 comentários:
3.1.16

Um recomeço

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Turner Hesitantes, as palavras procuram um ponto de partida, um recomeço. Manejo a corda de amarrar as dobras do tempo dilu...
56 comentários:
21.12.15

Kyrie

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Christophe Boisvieux Em nome dos que choram, Dos que sofrem, Dos que acendem na noite o facho da revolta E que de noite morrem, Com a e...
73 comentários:
15.12.15

Lado a lado com os poemas

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Alfredo Cunha Lado a lado com os poemas desenrolo nas entrelinhas um glossário reticente para dizer o que dói neste país de mar ...
52 comentários:
7.12.15

Em seara alheia

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Folhas secas E quando os meninos da escola atraídos pela luz inconfundível do outono vierem procurar folhas secas, encontrarão pala...
47 comentários:
30.11.15

Sempre em novembro

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Obrigada a todas as amigas e a todos os amigos pelo caloroso acolhimento no Porto. Isenta de mim estarei pronta para riscar os dia...
49 comentários:
19.11.15

Uma claridade que cega - Convites

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Foi uma festa linda! Obrigada a todos os que a partilharam comigo. Obrigada também aos que quiseram estar e não puderam. Agora conto com o...
58 comentários:
12.11.15

Em seara alheia

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XVII Este é o delírio que sempre me ronda. Senta-se comigo à mesa  dos cafés. Escorre pelas páginas do que folheio. Dialoga com  as ...
52 comentários:
6.11.15

Regresso

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Andre Kertesz Esperei que viesses. E chegaste do lado onde as dunas acrescentam ao vento os sobressaltos da noite que trazias e...
56 comentários:
29.10.15

Vivo na ponta da Europa

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Vivo na ponta da europa. E digo: este lugar é o meu destino e o meu remorso. Escuto a melopeia do precipício chamando o meu nom...
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