Ortografia do olhar

Seleccionar o ângulo de um rosto, sem lhe macular a luz, como se, a meia voz, pudéssemos reter os múltiplos reflexos do júbilo e das mágoas.

27.7.20

Conta-se por aí

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Maria Clarinda Galante Conta-se por aí que ele amava tanto as árvores que tinha no coração todas as tonalidades de verde. O círculo das água...
72 comentários:
20.7.20

Nunca contou a ninguém

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Magdalena Russocka Nunca contou a ninguém a quantos exílios se forçou para encontrar a mudez propícia à urdidura de acautelado...
56 comentários:
13.7.20

Em seara alheia

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Aguaceiros, que poderão ser de granizo Entretanto mudou a hora, acrescentou-se luz  e heresia  à lenta revelação dos dias maiores, recomeçou...
54 comentários:
6.7.20

Naquela aldeia havia uma ribeira

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Ossi Saarinen   Naquela aldeia havia uma ribeira onde vinham beber os homens e os lobos. O menino ficava por perto à espera que eles  – o...
62 comentários:
29.6.20

Lugar de junho

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Minhas Amigas e meus Amigos, faz hoje 30 anos que foi editado o meu primeiro livro  " Poemas ", ao qual pertence este " Lugar...
74 comentários:
22.6.20

Jovem ruiva com vestido de noite

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Amedeo Modigliani Um incêndio atraiu os meus cabelos em desalinho. Emaranhou-os em estrelas luzentes, porque vou ao teu encont...
64 comentários:
15.6.20

Para o meu filho Pedro

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Elaborado pelo meu irmão José Pires
65 comentários:
8.6.20

Doía-lhe na voz

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Daniela Owergoor Doía-lhe na voz a crueza das palavras como se fosse um poeta sôfrego de silêncio. Com olhos alagados de tri...
52 comentários:
1.6.20

Menina de azul

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Amedeo Modigliani Em todos os relógios da cidade, os ponteiros marcam a hora inesperada da inocência. Tudo parece perfeito, ...
55 comentários:
25.5.20

Em seara alheia

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30. Não tens outro destino que não o mar  da lusitana terra portuguesa  teu berço de sangue e tua onda  azul de espuma à tua mesa.  ...
59 comentários:
16.5.20

Um homem morreu sem ver o mar

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A nne-Sophie Gilloen Um homem morreu sem ver o mar . Agora na sua aldeia os barcos sobrevoam as casas. Os meninos vestem-s...
60 comentários:
7.5.20

Para aminha filha Ana

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Elaborado pelo meu irmão José Pires
65 comentários:
2.5.20

De cabeça baixa

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Monia Merlo De cabeça baixa, carregada de nevoeiro como árvores no rigor do frio, ela ouvia os sinos ao longe e recordava aqu...
60 comentários:
25.4.20

As minhas mãos se dão

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Aqui, onde o coração reclama uma pátria melhor, volto ao lugar das palavras que nunca calei, por saber que o silêncio se articu...
57 comentários:
20.4.20

Em seara alheia

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Já isolei o coração. Lavei os olhos com sal até sangrar toda a doçura. Coloquei as mãos numa gaveta de silêncio. As lá...
54 comentários:
13.4.20

Do meu país vos digo

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Do meu país vos digo: Dos aromas de urze e alfazema. Dos caminhos de rosmaninho e alecrim. Dos matizes, no verão, rasando a terra se...
64 comentários:
6.4.20

Um requiem pelos sonhos

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©Shutterstock Refazemos o tempo nocturno no mais escondido olhar para que ninguém veja os passos em falso com que trilhamos o destino...
65 comentários:
30.3.20

Um surdo alvoroço

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Francesca Woodman Envelhecemos com uma vara de medir o sol na linha do olhar. Não entendemos os sinais inscritos nas margens do ...
58 comentários:
23.3.20

Em seara alheia

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À DERIVA O mundo é essa nau em desgoverno que insisto em prender em minhas mãos inábeis como aqueles barcos de papel que eu lançava...
55 comentários:
16.3.20

Memórias de Dulcineia

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Tomaz Hipólito Do teu lugar, da tua casa te ausentaste. A fantasia moldando teu perfil. O sonho ludibriando o tempo. Foste a noite ...
54 comentários:
9.3.20

Terra firme

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Jean Dieuzaide À noite conheces de cor os portos onde confundes os presságios com o destino. No molhe acostam os navios que tr...
61 comentários:
2.3.20

De muito longe

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Conta-se que há laranjais que rebentam ao pé dos poços deixando um aroma de pétalas branquíssimas no bordo dos cântaros. Todos os dia...
67 comentários:
24.2.20

Cigana com criança

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Amedeo Modigliani Sou uma mulher que ninguém chama pelo nome. Hão-de nomear-me filha do vento e dos caminhos.  Hão-de ver ...
57 comentários:
17.2.20

A vertigem dos temporais

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Pelo ângulo interior dos séculos uma lâmina de sangue golpeou as pedras onde explodiam as águas. Agora a vertigem dos tempora...
57 comentários:
10.2.20

Em seara alheia

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era uma rapariga de verão era uma rapariga de verão.  como beijá-la neste poema de chuva? João de Mancelos In: Luzes distantes, v...
53 comentários:
3.2.20

Cercada de mar

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Manuel Fazenda Lourenço Cercada de mar roço a boca em sombras que reconheço. Ressoa no meu corpo a rebentação violenta das á...
62 comentários:
27.1.20

Como um cerco de presságios

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V an Gogh Vem do rio um vento interminável, como um cerco de presságios que nos gela nos ombros. As cobras enroscam-se nas pedr...
55 comentários:
20.1.20

A ondulação intensa nos meus olhos

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Andrey Vahrushew                                                                             À minha mãe com amor, in memoriam T...
53 comentários:
13.1.20

Em seara alheia

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99 . Às vezes a vida é uma mulher a chegar a casa depois de um dia de trabalho, lábios sem cor, despenteada, sacos de supermercado,...
45 comentários:
8.1.20

Nas arestas do instante

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Solange Firmino A correnteza da água nas margens mais agrestes mancha de lodo os meus dedos aflitos com o estremecimento dos b...
55 comentários:
2.1.20

Zombaria

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Cristin Atria Podem zombar de nós aqueles que não gritam nem choram  nem imploram à vida a fé que já perderam.  Podem inventar...
59 comentários:
17.12.19

Interacção Fraterna de Natal

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A convite da Rosélia Bezerra aqui deixo a minha participação nesta fraterna interacção de Natal.  A minha Noite de Natal é um encontr...
99 comentários:
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