3.5.26

Mãe

                                                                            José  Pires



Nunca pedi sempre aceitei
afirmou minha mãe.
Tinha noventa anos
e a autenticidade discreta
de quem sempre soube receber
através do tanto que deu.
Suas mãos tão inteiras
no ensejo de dar
cheiravam a terra e a pão.

Graça Pires
De Talvez haja amoras maduras à entrada da noite, 2025, p.14

7 comentários:

  1. Muito linda poesia e homenagem! Felicidades às mamães que por aqui passarem nesse dia! beijos, chica

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  2. Hoje, lembramos as nossas mães ou a memória que temos delas.
    Um abraço.

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  3. Boa tarde minha querida amiga e poeta Graça. Minha mãe fez 83 anos em janeiro. Obrigado pela homenagem as mães. O Dia das Mães é comemorado no Brasil, no segundo domingo de maio. Uma excelente tarde de domingo e um abraço do seu amigo carioca.

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  4. Que belo poema, amiga Graça.
    Como o eu lírico retrata a generosidade da mãe, que se torna a sua identidade e, por extensão, a de todas as mães, homenageadas hoje em Portugal.
    No Brasil, será no próximo domingo.
    O verso inicial já nos diz muito sobre a sabedoria ancestral das mães: “Nunca pedi sempre aceitei”, que já vem sublinhado no poema a dizer-nos que “quem se doa por inteiro acaba preenchido pelo que recebe”. Ou pelo fragmento o “cheiro de terra e de pão” que evoca o trabalho, as mãos calejadas das mães, ao revelar o cuidado com a vida de todos à sua volta e o sustento da alma.
    Um beijo especial para a mamãe Graça, que eu tanto admiro!

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  5. ManuelFL3:07 p.m.

    Tive o privilégio de conhecer de perto a Mãe da Graça.
    Conservo a sua memória como um encantamento, uma dádiva que vive e viverá sempre comigo.
    Beijinhos, Graça

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  6. E sabes?
    Sinto que tu
    de tua mãe
    tudo herdaste

    Beijo de fã

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  7. Boa tarde Amiga Graça
    Em dia da Mãe uma homenagem muito bela e sentida.
    Um poema de grande contenção e verdade. A frase “Nunca pedi, sempre aceitei” resume uma vida inteira de entrega silenciosa, sem queixa nem alarde.
    A imagem final, mãos que cheiram a terra e a pão, é de uma beleza simples e profunda, evocando cuidado, sustento e origem.
    Na sua brevidade, o poema diz muito, e fica a ecoar.
    Feliz Dia da Mãe.
    Deixo um beijo
    :)

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