Ortografia do olhar

Seleccionar o ângulo de um rosto, sem lhe macular a luz, como se, a meia voz, pudéssemos reter os múltiplos reflexos do júbilo e das mágoas.

16.7.07

Em seara alheia

›
A CONSTRUÇÃO DO POEMA A construção do poema é a construção do mundo. Não símbolos, não imagens, simples criaturas do ar, evidências obsc...
4 comentários:
13.7.07

Como um enigma

›
Édouard Boubat Rasgo, dentro de mim, imagens desfocadas com que encenei obsessões. Uma linha de luz subverte a penumbra do olhar, como...
3 comentários:
11.7.07

Na lisura da areia

›
Henri Cartier-Bresson De mãos a arder, risco uma cruz na lisura da areia, para confessar o remoto exercício da tristeza. Já não sei, se...
7 comentários:
10.7.07

Na entrada porosa da noite

›
Simon Tysko Na entrada porosa da noite, uma canção de embalar reconduz-me à inocência, pela mão de qualquer encantamento. Um negro per...
7 comentários:
9.7.07

Em seara alheia

›
Ambição Desenhar: de um pássaro, o vinco do vôo no azul. Sônia Barros In Mezzo Vôo , São Paulo: Nankin, 2007
2 comentários:
8.7.07

Para dizer trigo

›
Jean Dieuzaide No fim da primavera, há homens que enchem as mãos de terra para dizer trigo . Lendas em desuso esquivam-se-lhes da voz....
5 comentários:
7.7.07

É sempre em julho

›
John Dunn Foi em julho, que bandos e bandos de gaivotas, planaram sobre o olhar de tua mãe, para que ao nascer, herdasses a secreta vio...
9 comentários:
21.6.07

Para tornar legível a emoção

›
Édouard Boubat Agora, que uma luz difusa me fascina retenho a idade em que não ousava fazer do coração um lugar de conflito. Escoa-se, ...
14 comentários:
20.6.07

A cor do entardecer

›
Manuel Fazenda Lourenço Planto urzes brancas em redor do caminho. No começo do verão, será tão intensa a cor do entardecer, que os ...
5 comentários:
15.6.07

Repara

›
Para o meu filho Pedro Senta-te perto de mim, meu filho Não tenho a tua idade. Eu sei. Também já tive tanta pressa de desafiar o ven...
8 comentários:
14.6.07

Quem sabe

›
As ruas têm anjos escuros, ocultos na expressão das mulheres com ancas de fogo. Quem sabe, a tristeza seja o rumo dos sonhos, pesando sob...
8 comentários:
12.6.07

Vieram os pássaros

›
Bates Littlehales Vieram os pássaros, como um poema, em louca cavalgada por paredes de luz. Eu ouvi um tumulto de asas. Ou era a minha ...
7 comentários:
11.6.07

Em seara alheia

›
OPUS 133 Escreveu-me cartas. Enviou-me uma roldana de ferro daquelas que se usam para tirar água dos poços. Enrolou-lhe um po...
3 comentários:
10.6.07

Os meus olhos doendo nos dela

›
Balthus Sem pressa, formulo a urgência de sombras inquietas na neblina do olhar, como se recuperasse um tempo tão decisivo como a infân...
9 comentários:
6.6.07

Vamos falar de poesia

›
A fascinação pela poesia tem sido, até hoje, uma das constantes da situação humana. Seria, contudo, um erro supor por detrás d...
7 comentários:
5.6.07

Uma ilha escondida na memória

›
Ansel Adams Rodeada de mar, convoco o límpido diálogo dos abismos, para gritar, com Ulisses, o desejo de ser livre e mortal. Havia , as...
9 comentários:
4.6.07

Em seara alheia

›
Antigamente havia sempre aquela música tu sabes. Era a música feita à beira da seara o cântico da sede e das ceifeiras. E nosso era o dire...
7 comentários:
3.6.07

Era o tempo das colheitas

›
Manuel Alvarez Bravo Era o tempo das colheitas. Coroada de silvas, uma mulher dançava, nua, no meio do trigo. Tão líquida, a luz, contor...
16 comentários:
2.6.07

Conjugar afectos

›
Menez Regresso ao modo e ao tempo de conjugar afectos por instinto. Distorço a forma, do lado controverso dos fonemas e não me excluo ...
9 comentários:
31.5.07

Crianças

›
Gotthard Schuh Mansamente aprendendo o tempo, têm o espanto no rosto e querem saber as sílabas encantadas, o som dos barcos, os ninhos,...
6 comentários:
30.5.07

O coração não tem margens

›
Robert Adams Como se todas as coisas fossem possíveis, mesmo o milagre de vozes solidárias e cúmplices na teimosia de quem acredita na ...
6 comentários:
29.5.07

Vem comigo

›
Robert Doisneau Empurro, com gestos clandestinos, o intervalo existente entre mim e a sombra das tuas mãos. Diz-me palavras insensa...
5 comentários:
28.5.07

Em seara alheia

›
era apenas um retrato que um fotógrafo de ocasião nos tirou e tinha a história de não ter história nenhuma (já li uma frase assim n...
5 comentários:
27.5.07

Para aprender a voar

›
Raul Touzon Para aprender a voar nos bastava o começo e o fim de uma linguagem pessoal, em que as mãos, impacientes, despissem ...
9 comentários:
25.5.07

O colo côncavo de afectos

›
Antecipo o sobressalto de um estio antigo. Vislumbro uma casa para agasalhar a infância. As paredes repletas de lembranças. A mãe : o ...
7 comentários:
24.5.07

No meio das palavras

›
Luciana Abait Quando, nos lábios, começa um continente, suspenso no apelo líquido dos beijos, há um barco que cresce nos meus olhos e, e...
5 comentários:
23.5.07

Meme (*)

›
Cartier-Bresson A felicidade é um projecto de inconformismo. Fernando Savater Este desafio foi-me colocado pela Menina Marota...
7 comentários:
22.5.07

Pelo interior do mito

›
Duncan C. Clark Os veleiros aproximam-se dos portos pelo interior do mito. Um perfume nocturno, impregnado de limos, devolve-me as pal...
8 comentários:
21.5.07

Em seara alheia

›
t urvam-se os olhos no amor como se turvam na morte há uma luz que treme e que se apaga rendida à sensação mais forte ama-se morre-se tão ...
5 comentários:
20.5.07

Apenas um momento

›
Quando a véspera do mais prolongado sossego me fere a solidão da infância quero um momento, apenas um momento, para que o excesso de luz a...
5 comentários:
16.5.07

Tão plural como o silêncio

›
Amedeo Modigliani Jejuei sob o nome das coisas desejadas, com a boca presa aos resíduos do medo na secura dos olhos. Herdei a nomenclatu...
8 comentários:
15.5.07

A noite é a sombra de um pássaro

›
Duncan C. Clark A noite é a sombra de um pássaro que procura o mar em voo raso. Às vezes, rasga as margens do pudor, em erótica incursão...
3 comentários:
14.5.07

Livro de poesia

›
11 comentários:
13.5.07

Uma história com ondas e marés

›
Na concha mais débil se adivinha uma história com ondas e marés, quando a sombra de um mar perturba a cor dos olhos e pov...
8 comentários:
10.5.07

Como silenciar as mãos?

›
André Kertész Perturbada pelo desacato das emoções, utilizo um roteiro de artifícios para simular, em cada madrugada, a cumplicidad...
5 comentários:
9.5.07

A curva de um rio

›
Pascal Renoux Sem pressa, os braços desenham o mais liso gesto para exilar abraços. Cavo, então, no peito uma nascente para que o deser...
3 comentários:
8.5.07

Aquela rosa branca

›
Escuta estes cânticos de maio a espreitar a cidade e traz-me, outra vez, aquela rosa branca desenhada nos teus ombros, para que eu a exi...
3 comentários:
7.5.07

Em seara alheia

›
E la levantou o joelho direito por entre as tuas coxas escreveu-te a boca com o húmido sal da manhã como se fosse uma deusa inesperad...
1 comentário:
6.5.07

Quando maio chegou contigo

›
Para a minha filha Ana Isabel Queres saber o quê, minha filha ? É que não encontro respostas para as tuas questões. Uma mãe não hesi...
8 comentários:
5.5.07

A mãe

›
Balthus Adivinhar, no teu rosto, o rio da infância e deslizar, em deslumbradas canoas, pelo sal dos teus olhos. Afaga os meus cabelos, ...
7 comentários:
4.5.07

O nomadismo dos afectos

›
Donna Geissler Articulo-me nas convenções quotidianas. Nota-se, no meu andar, o nomadismo dos afectos. Dédalo construíu o labiri...
2 comentários:
3.5.07

Vamos falar de poesia

›
Não podemos saltar por cima da nossa própria sombra. Poderá fazê-lo a poesia? George Steiner In Gramáticas da Criação .Li...
3 comentários:
2.5.07

Exausta de esperar

›
Exausta de esperar, descanso o olhar na silhueta de veleiros pintados de negro. Depois, desenho, em minha insónia, um pássaro, que me sob...
4 comentários:
1.5.07

Ninguém me viu

›
Alfredo Cunha Ninguém me viu mas, na multidão, era indelével o meu vulto atento à vida como um sonho aceso e no meu rosto havia uma band...
5 comentários:
30.4.07

Em seara alheia

›
PENÉLOPE, MEIO DIA Está na cozinha, a sopa ao lume, os pratos na mesa, talheres para dois, como se ele viesse. Hoje. Ele não volta, anda e...
29.4.07

De múltiplas cores

›
Encosto a cara às quimeras da infância, para exorcizar a inocência perdida e rodopiar, sobre os sonhos, a valsa solitária da criança que ...
4 comentários:
26.4.07

A luz mais que perfeita

›
Richard Nowicki De pés tumultuados, caminhas pelo anoitecer, com os lábios viciados de algas azuis. Uma velhice súbita lateja sobre os ...
4 comentários:
25.4.07

Incendiando o trigo

›
Steve Thoms Tinha chegado o tempo em que era possível ser livre. Souberem-no as palavras. E os pássaros. O voo das gaivotas motivou o ...
5 comentários:
24.4.07

As minhas mãos se dão

›
Aqui, onde o coração reclama uma pátria melhor, volto ao lugar das palavras que nunca calei, por saber que o silêncio se articula na er...
6 comentários:
23.4.07

Em seara alheia

›
LIBERDADE – Liberdade, que estais no céu... Rezava o padre nosso que sabia A pedir-te, humildemente, O pão de cada dia...
2 comentários:
‹
›
Página inicial
Ver a versão da Web

Acerca de mim

A minha foto
Graça Pires
Portugal
Ver o meu perfil completo
Com tecnologia do Blogger.