Ana Pires Livramento
Estava escrito no muro branco
“a liberdade é minha”.
Alguém riscou a frase e escreveu
“Nós somos a liberdade”
A partir desse momento,
quem por ali passava escrevia também:
“nós somos a liberdade”.
No muro inteiro ficou impressa
aquela litania espontânea de palavras
que esvoaçavam no peito
como uma bandeira.
“a liberdade é minha”.
Alguém riscou a frase e escreveu
“Nós somos a liberdade”
A partir desse momento,
quem por ali passava escrevia também:
“nós somos a liberdade”.
No muro inteiro ficou impressa
aquela litania espontânea de palavras
que esvoaçavam no peito
como uma bandeira.
Graça Pires
De Era madrugada em Lisboa: louvor a um dia com tantos dias dentro, 2024, p. 28

3 comentários:
Olá, amiga Graça.
Liberdade de difícil conquista. Que a cada dia que passa temos que lutar, para não a voltarmos a perder.
Excelente poema, estimada amiga.
VIVA A LIBERDADE!
VIVA O 25 DE ABRIL!
Deixo os votos de um feliz fim de semana, com tudo de bom.
Beijinhos, com carinho e amizade.
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com
Seu poema da liberdade me faz lembrar outro símbolo 'Liberdade ainda que tardia' cravada na bandeira da república de Minas Gerais, no Brasil do século XVIII.
E perguntamos _Somos ou não somos liberdade '? Que seja tardia mas que seja !!
Só seremos, de fato ,quando soubermos fazer escolhas e assumir consequências delas Não adianta escrever nos muros e não saber lidar com o respeito e a liberdade do outro.
Viva o 25 de abril, Graça . Um abraço e ótimo fim de semana .
Olá, minha querida amiga Graça. Obrigado pelo excelente poema. Aproveito para desejar um excelente final de semana. Grande abraço do seu amigo brasileiro.
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