7.11.26

Em seara alheia

                                    



Agradeço-Te o silêncio


Agradeço-Te o silêncio,
onde a palavra germina
antes de ter nome.

Agradeço-Te
a pausa entre os versos,
onde o coração escuta
o que o mundo cala.

Agradeço-Te a luz
que não grita, mas acende,
no íntimo dos dias que vacilam.

Agradeço-Te o não dito,
o que não escrevi -
mas Tu leste.

Porque é no vazio habitado
que Te pressinto inteiro.

E é nesse espaço sem ruído
que me fazes poema...

Libânia  Madureira
In: Tudo o que molda o silêncio. Viseu: Seda Publicações, 2026, p. 175

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