18.9.09

Um silêncio obsessivo

Marthe


Há um deserto adiado no interior
das papoilas desdobradas
sobre o movimento dos dedos.
Aqui é a passagem
para um silêncio obsessivo.

Graça Pires
De Poemas, 1990

45 comentários:

james penido disse...

Muito belo.Um abraço.

simplesmenteeu disse...

Leve como os dedos que desdobram o perfume das flores.

Belo com a música que desce do silêncio e se vem sentar connosco nos momentos de solidão.

Obrigada por não deixar que os nossos sentidos adormeçam

Beijo carinhoso

Isamar disse...

Gostei de por aqui passar.A poesia é vida. Deixo-te um abraço apertado e beijinhos.

Bem-hajas!

hfm disse...

Mas nunca um deserto nas palavras dos teus poemas. Belíssimo!

Isabel disse...

absolutamente belo!



grito maior.

obsessivamente sua leitora.



sempre.



beijo. beijo-!



imf

Paula Raposo disse...

Poucas palavras e tudo!! Gosto. Muitos beijos.

Adriana Karnal disse...

linda metáfora,as papoulas como passagem para o sil^ncio.Ele desdobra-se.calmo e tranquilo,Graça.

Pena disse...

Admirável Poetiza Amiga:
Um silêncio obsessivo, doentio, que maravilha e encanta.
Lindo. Papoilas de sonho.
Profundo. De imensa e sensível significação.
Com admiração e respeito.
Abraço amigo agradecido...

pena

Adorei, fabulosa poetiza maravilhosa.!

São disse...

Não, é a passagem para os teus belíssimos poemas.

Se te interessar também poderás ler um meu no SÃO.

Bom fim de semana.

Mar Arável disse...

Sopro-te

e voo

maré disse...

o silêncio

como destino dos últimos voos.

uma semente fecunda que se alimenta no espanto dos dedos.

é tão belo Graça.

______

e eu feliz, tão feliz por saber-te já aqui.um beijo imenso querida Graça.

Fernando Campanella disse...

Há coisas assim, uma paisagem, uma flor, um certo tom de tarde, que são como passagens para o silêncio obsessivo. A poesia povoa tais desertos. Bjos, lindo poema. Linda a foto da postagem.

Gisela Rosa disse...

Gosto do contraste ente "o silèncio obsessivo" e o verde da imagem.


Com saudades, um beijinho

Luis Eme disse...

um silêncio delicioso...

abraço Graça

Marta disse...

Um silêncio perdido...
Sem sentido...
Ou não...há sempre uma razão para tal silêncio..
Obrigada pela visita..
Beijos e abraços
Marta

A musa adormecida disse...

Obsessivamente belo.

avlisjota disse...

Gosto muito "um deserto adiado" nas nossas mãos está a passagem...

Beijos

José

maría nefeli disse...

Encontro agora uma nova beleza na palavra "adiado"...todo silêncio é obsessivo, sempre quer permanecer no seu estado de vazio...belo poema que não conhecia...
um beijo

Úrsula Avner disse...

Belo e sensível texto poético ! Bj.

teresa p. disse...

Muito belo e profundo este "silêncio obsessivo"...
Beijo.

segredo disse...

Um silencio k por vezes é bem desejado.
Beijinho de lua*.*

Desnuda disse...

Só sentido...belo, Graça!


Carinhoso beijo, amiga.

PreDatado disse...

Um poema bonito. Um quadro muito bem escolhido.

heretico disse...

belíssimo. como flor de deserto...

beijo

~*Rebeca e Jota Cê *~ disse...

Assim que chegarmos, responderemos todos com aquele carinho já conhecido. O amor é lindo, gente! E realmente a vida, quando é intensamente vivida, é bela.

Beijos jogados no ar, sempre!

Rebeca e Jota Cê

-

dade amorim disse...

Um momento de tanta beleza!
Beijo, Graça.

Lou Vilela disse...

Bela imagem, Graça! O deserto, a papoila, o silêncio... Uma delicadeza que se percebe em linhas e entrelinhas.

Beijos, minha cara.
Lou

© Piedade Araújo Sol disse...

G.

gostei do poema curto e perfeito e das papoulas verdes.

uma boa semana!

um beij

Licínia Quitério disse...

Nos dedos abrem-se silêncios obsessivos. Que bem o dizes, Graça.

tchi disse...

Transmutação.


A papoila e o miosótis são as flores campestres de que mais gosto.

Estou-te perto.

Beijinhos.

Vieira Calado disse...

Belo, como sempre.

Até as papoilas verdes...

Bjs

Eduardo Aleixo disse...

É um poema estranhamente belo, que me toca, mas que não sei comentar. Fico a olhar em silêncio a papoila e com as minhas mãos afago-a e deixo nela plenitude de seara que afaste o deserto da sua vida breve. Beijito

viernes disse...

o silêncio é obsessivo porque diz...
Bela ideia!

Um beijo

Jaime A. disse...

aqui é um silêncio obsessivo que cai sobre quem lê e se delicia com estas palavras...

Benó disse...

O silêncio enrola-me, depois de te ler.
Boa semana.

AnaMar (pseudónimo) disse...

Tanto em tão poucas palavras.
O silêncio que o poema grita.
Belo!

Bj

O Profeta disse...

Uma pedra que fala
Uma baleia azul voadora
Um gato de cor rosa e chapéu de côco
E uma intensa luz mesmo quando o sol vai embora

Qual Sol?!
Nem mesmo a Lua aquí mora
Apenas uma paz que me invade a alma
E que esmorece o querer ir embora


Boa semana


Mágico beijo

Fernando Campanella disse...

Passando aqui, querida amiga, para te enviar meu grande carinho, admiração e amizade. Bjos.

mateo disse...

Já em 1990?
Não foi por acaso que o silêncio e o deserto se acolheram numa flor vermelha...
Beijo dum regressado.

Ignotu disse...

"Há um deserto adiado no interior (...)" - Belo!
Uma eternidade de possibilidades se abrem com esta simples frase.

Ana Oliveira disse...

Guardo o verde das papoilas e o embalo do silêncio.

Um beijo

Ana

maria m. disse...

adorei o poema, a beleza do silêncio. lindo.

e a imagem que escolheste.

beijo grande.

cs disse...

deserticamente belo este conjunto de palavras. Gostei mito

Carlos Teixeira Luis disse...

metáforas perfeitas e um perfume de outono sempre presente...

Abraço.

Elizabeth F. de Oliveira disse...

Essa passagem eu certamente conheço e às vezes me pergunto se o silêncio não é um imenso deserto. O que me consola é pensar que esse mesmo silêncio também pode ser óasis, uma pausa em toda essa aridez.

beijos, minha querida!