30.4.18

Até ao arco-íris mais belo



À memória da Filipa Barata (1981-2014)


Há outra linguagem
presa às arestas do destino.
Linguagem impressa
nas pedras que se pisam
e onde se inscrevem
para sempre todas as quedas,
todos os recomeços,
todas as memórias.
É uma linguagem sem margens
que abrasa a existência,
contamina a fragilidade das mãos
e atrai as aves fatigadas,
no infinito de seu voo,
até ao arco-íris mais belo.

Graça Pires
De Uma claridade que cega, 2015

24 comentários:

Graça Pires disse...

Este post foi apagado sem querer e embora aqui diga sem comentários eles estão guardados... Peço desculpa.
Beijos.

Tais Luso disse...

Querida Graça, que poema lindo, é verdade, temos muitas maneiras de deixar nossa marca, nosso trilhar impresso, ótima sua criação! Há coisas que nunca pensamos, e vem uma ótima poeta e dá as tintas que faltam...


Linguagem impressa
nas pedras que se pisam
e onde se inscrevem
para sempre todas as quedas,
todos os recomeços,
todas as memórias.

Beijo, querida!

Pedro Luso disse...

Olá, Graça!
Mais uns dos teus poemas, que revelam teu o incontestável
talento, como se vê por estes versos que abrem o poema:

"Há outra linguagem
presa às arestas do destino."


Parabéns, minha amiga.
Um beijo.
Pedro

manuela baptista disse...

até ao mais Belo!

Laura Ferreira disse...

que bonito, Graça!

Lídia Borges disse...


A Poesia, aqui, sempre um convite à fruição, à reflexão...

Beijinho,

Lídia

Cidália Ferreira disse...

Ia dizer que tinha comentado este magnifico poema!

Beijinhos- Boa noite.

Célia Rangel disse...

...ao arco-íris... achar o pote de ouro...
Abraço.

Odete Ferreira disse...

... E como as palavras podem eternidade em mãos como as tuas...
Bjinho

Olinda Melo disse...

Sim, eu já tinha comentado.
Uma bela homenagem com um poema precioso.

Bj

Olinda

María Perlada disse...

Un precioso arco iris desde tus letras.

Un placer leerte.

Besos y feliz tarde.

Ailime disse...

Boa tarde Graça,
Um memorial poético muito belo que me deixou muito sensibilizada.
Como sempre a sua brilhante poesia com enorme elevação.
Um beijinho e excelente domingo.
Ailime

Lu Dantas disse...

Que lindo, Graça! Uma poesia que me levou a pensar na forma como nos comunicamos e quais linguagens escolhemos para a vida! E que fotografia! ;)

beijos!

https://ludantasmusica.blogspot.com.br

Maria Rodrigues disse...

Um voo maravilhoso de encanto num poema sublime.
Beijinhos
Maria
Divagar Sobre Tudo um Pouco

Lourdinha Vilela disse...

A linguagem da alma. Alma sensível como a sua. Restam então a linguagem das raízes e dos laços que veem em consolo. Parabéns e obrigada Graça por seu poema divino.

Ana Tapadas disse...

Lindíssimo poema e fotografia...não foram os motivos.

Beijinho, Graça.

Ana Freire disse...

E as suas palavras belas e profundas... terão chegado a esse arco-íris, tão especial, e único, Graça...
Uma bela e tocante homenagem, que também a mim me sensibilizou...
Beijinho
Ana

José Carlos Sant Anna disse...

Atrás as cinzas mortas, o pó desfeito, uma pequena coivara, onde crepitam ainda, rescaldantes, os restos do braseiro, "até ao arco-íris mais belo".
Um beijo, Graça!

graça Alves disse...

Há outra linguagem na poesia de cujas palavras a Graça tão bem faz uso.
beijinho

AC disse...

Há algo que nos escapa por entre os dedos, tábua rasa da nossa compreensão, mas que nos seduz, nos impressiona, ao mesmo tempo que nos reduz à nossa insignificância.
Há tanto por explorar, há tanto por amar...!

Abraço, Graça :)

Toninho disse...

O infinito são teus olhos e sua poesia ancorada nas arestas da vida.
Lindo demais.
Beijos

Side Kicker disse...

É sempre um prazer vir aqui.
Muitos beijos

Parapeito disse...

Tão bonita e sentida homenagem.
Abraço*

Unknown disse...


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