23.7.18

De pedra em pedra

Ana Pires Livramento


A manhã reacende o sol
na aba do chapéu que uso, 
expressamente,
quando passeio à beira da água.
De pedra em pedra
regresso à outra margem do rio
onde te procuro para respirar 
a brisa de alfazema 
que transportas no sorriso.


Graça Pires
De Uma claridade que cega, 2015, p. 53

55 comentários:

Larissa Santos disse...

Bonito e perfumado :))
Adorei.

Bjos
Votos de uma óptima Segunda-Feira

Francisco Manuel Carrajola Oliveira disse...

Um belo poema de que gostei bastante.
Um abraço e boa semana.

Andarilhar
Dedais de Francisco e Idalisa
O prazer dos livros

carlos perrotti disse...

Eterno é o passado. Isso nunca para de acontecer. A nostalgia é a outra margen do mesmo rio que nos permite retornar, redimensionar.

Um abraço.

Marta Vinhais disse...

E traçamos novamente o caminho de volta....nas memórias que nos acolhem...
Obrigada pela visita
Beijos e abraços
Marta

Cidália Ferreira disse...

Adoro o cheiro da alfazema. O poema está excelente!! ;)

Cascata em ecos de silêncio.

Beijo e uma excelente Semana!

deep disse...

Um poema suave e perfumado como a alfazema. Bonita também a fotografia. Tudo a convidar à calma.

Boa semana, Graça.

Beijo

Alquimia dos Sentidos disse...

Suave, doce... um sorriso nos meus olhos!

Um beijinho e boa semana!

manuela baptista disse...

a manhã, a água, o riso

só podia ser alfazema para cheirar


beijinhos, Graça

São disse...

Que respires sempre a alegria, minha querida !


Beijinho e um semana como desejas

pensandoemfamilia disse...

Belo e terno poema. Foto maravilhosa. Boa semana

A Paixão da Isa disse...

Mt bonitoe a foto a preto e branco sou fan parabens bjs

Teresa Durães disse...

E de pedra em pedra alcançarás

Mar Arável disse...

Na outra margem tudo é mais claro
Belo como sempre minha amiga

Franziska disse...

Saltar a la otra orilla es, casi siempre, un riesgo pero también es la búsqueda de la realización personal. Una imagen perfecta acompaña al poema. Un abrazo de sincero afecto.

Lídia Borges disse...


Seria capaz de pintar um poema assim.

Beijinho

Até já!

Lídia

teresa dias disse...

Amiga Graça, mais um belo poema!
Vou daqui encantada e perfumada.
"De pedra em pedra", a poeta vai saltando e edificando uma grande obra. Parabéns!
Um beijo e boa semana.

Sinval Santos da Silveira disse...

Mestra/Poetisa, Graça Pires, boa noite !
Deve ser lindo e importante, aquele momento
descrito por ti. Chego a sentir o aroma da
alfazema. Parabéns, uma excelente semana e um
carinhoso abraço, aqui do Brasil !
Sinval.

Maria Rodrigues disse...

Tão delicado e suave como a brisa da alfazema.
Beijinhos
Maria
Divagar Sobre Tudo um Pouco

silvioafonso disse...

Graça, que coisa linda, garota!
A imagem e a sua poesia que amo
de montão.

Beijos e obrigado pelo que vi e
"ouvi" você dizer.


.

manuela barroso disse...

Imagine- se a alfazema de mãos dadas com a alegria do sol ! E na aba do chapéu , uma flor abrindo caminhos de aromas !
Sempre belo , Graça !
Um imenso abraço ❤️

Isa Sá disse...

Bonito poema!

Isabel Sá
Brilhos da Moda

Érika Oliveira disse...

Mas que lindo❤ Amei ler.

Lourdinha Vilela disse...

A imagem por si fez também um poema. No seu poema que abraçou a Natureza nessa manhã ensolarada teci caminhos perfumados de alfazema.Bom dia !!!

Anete disse...

Belo poema! Muita suavidade e realismo nos versos... Pedra é dureza, mas também firmeza e solidez!
O meu abraço, Graça...

Luiza Maciel Nogueira disse...

Belíssimo poema!

Tais Luso disse...

Parece que as pedras dos rios são misteriosas, a primeira coisa que faço é me dirigir às pedras, tentar subir para olhar o rio, de cima! É uma atração à parte.
Belo poema, querida Graça, como é de costume encontrar aqui.
Um beijo, e uma feliz semana.

ManuelFL disse...



Um sorriso a cheirar a alfazema. Pode ser o meu?
Adorei o poema.
A fotografia da Ana, luz e composição, revela um grande talento.

Beijos.

teresa p. disse...

O prazer de passear à beira da água, num dia de sol, e a respirar os aromas da natureza. Gosto do cheiro a alfazeme, principalmente se nos é trazido por um sorriso.
O poema parece a pintura de um dia feliz.
A foto da Ana é maravilhosa.

Emília Pinto disse...

De novo voltei atrás no tempo e revi aquele rio na minha aldeia, de águas tão límpidas que refletiam com clareza o rosto feliz de uma adolescente que, de " pedra em pedra " o atravessava cautelosa até à outra margem onde outros, mais ou menos da mesma idade a esperavam para um delicioso e saudável convívio, onde não faltavam as merendas e um gira discos ou um leitor de cassetes a pilhas; as margens eram de um verde sedoso que servia de mesa para uma merenda regada a gargalhadas e depois se transformava em palco onde vários tipos de dança se tentavam, pois os passos ainda eram bastante imaturos. Não havia horários, as férias escolares davam-nos essa liberdade e aquelas margens permitiam-nos sonhar com viagens que não nos eram permitidas; regressavamos pelas mesmas pedras com a certeza que elas nos esperariam até ao próximo encontro que não demorava muito. Hoje, neste meu aqui e neste meu agora já não atravesso o rio " pedra a perda ", mas...entre " os meus silêncios " revejo o meu rio Ave, ouço aquele barulhinho das águas escorrendo pelas pedras, escuto as nossas gargalhadas e sinto a pena daquele rio por não poder proporcionar às gentes de hoje aquela alegria que nos permitiu ter durante tantos anos, Hoje ele é um rio triste, escuro e uma espuma perturbadora esconde as suas pedras e suja as suas margens.Na outra margem não há sorrisos à espera, em nenhuma delas há cheiro de " alfazema " Mas aqui, Graça, no silêncio que a leitura deste belo poema me levou a fazer, senti todas essas emoções É bom, " entre silêncios "recordar os passos felizes dados, " pedra a pedra " naquele nosso querido rio. Todos temos um! Beijinhos, Graça e que as pedras que encontres sejam só estas do teu belo poema
Emília

Majo Dutra disse...

Que maravilha é essa troca de sorrisos!
Respira-se no poema amor e uma frescura graciosa.
Dias lindos, querida Amiga.
Beijinhos
~~~~

Lucinalva disse...

Olá Graça, belo poema, bjs querida.

Alfredo Rangel disse...

Graça, gestos delicados de um verdadeiro e sublime amor!

José Carlos Sant Anna disse...

Não há como negar que saímos sempre enriquecidos depois da leitura de cada poema aqui publicado. Reconhecemos em cada poema aqui lido o sinal de autenticidade, um imperceptível sopro, um perfume que emana das alfazemas, que nos toca. São as emoções transfiguradas que são domínio da memória, reveladas.

Um beijo, minha amiga!

Jaime Portela disse...

A companhia dos que "transportam a brisa de alfazema no sorriso" é bem melhor que a dos outros...
Excelente poema, como sempre.
Graça, continuação de boa semana.
Beijo.

Arthur Claro disse...

Que poesia linda.

Arthur Claro
http://www.arthur-claro.blogspot.com

maría del rosario Alessandrini disse...

Cortito y profundo poema amiga.
Abrazo

Daniela disse...

Que beleza de poema!
=)
Sonhos de outrora... olhares de hoje...
Bjinhos

Gracita disse...

Que poesia maravilhosa!!!
Encantada com a ternura e romantismo dos teus versos minha amiga
Grande beijo

Ana Tapadas disse...

Voei para a Provença...da minha juventude.

Beijo

Agostinho disse...

A poeta cumpre e ensina o ritual da renovação, os passos indispensáveis à vida. No atravessar do rio verso a verso se alcança o poema.
Bj.

Ana Freire disse...

Um poema lindíssimo, Graça... fresco e romântico... que tão bem se conjuga com a imagem escolhida, numa simbiose perfeita!...
Deixo um beijinho, e um até breve, já que me vou ausentar muito em breve, por umas semaninhas...
Ana

Marli Terezinha Andrucho Boldori disse...

Bom dia, Graça
a imagem é belíssima e reconfortante.
Belos versos que transformaram -se nesse belo poema.
E o sol na aba do chapéu. Lindo!
Beijos!

Luísa Fernandes disse...

https://poemasdaminhalma.blogspot.com/
Olá Graça!
Belíssimo poema, de pedra em pedra, a brisa do mar e um pouco de romantismo no ar.
Gostei imenso.
Beijinho e um excelente fim de semana.
Luisa

A Nossa Travessa disse...


INFORMAÇÃO
Acaba de ser publicado na Nossa Travessa o episódio n.º 9 da saga É DIFÍCIL VIVER COM UM IRMÃO MONGOLÓIDE desta vez com o título Vem à baila testamento.


http://anossatravessa.blogspot.pt

Como habitualmente voltarei depois para postar comentário.

solfirmino disse...

Querida, que saudade de ler você. Adorei as imagens do poema, e também a que o ilustra, adoro p&b.
Beijo

LuísM Castanheira disse...


Há sempre um rio...nem que seja só no imaginário. Límpido poema este, minha Amiga, que quase é ofuscado pela beleza da foto.
E fica no ar esse odor de alfazema, com que se constroem sonhos...
Um beijo, Graça.

Ibel disse...

Foi um gosto conhecê-la. A sua sensibilidade vem nos mínmos gestos.Gostei das lágrimas incontidas na voz e no olhar.

Beijo


Isabel

Profª Lourdes Duarte disse...

Querida Graça, um lindo poema, complementado com esta bela imagem. Parabéns pela inspiração. Abraços, seja muito feliz.

© Piedade Araújo Sol disse...

e quando o sorriso nos lembra flores, está tudo dito

belo poema !

beijinhos

:)

Graça Sampaio disse...

Tão bela a sua poesia, sempre! Sempre aquela palavra escolhida com tanto gosto, tanta sensibilidade, tanto amor! Gosto muito!

Beijinhos.

Fá menor disse...

Frescura que mata a sede e acende luzeiros na alma. Gostei muito.

Beijinhos.

Marco Luijken disse...

A nice poetic story. The shot is amazing.

Big hug,
Marco

Cristina Cebola disse...

Um poema leve e fresco , tal e qual uma manhã de verão...
Que a luz do sol lhe ilumine sempre os versos Graça!

Beijinho com a admiração de sempre...

Gracimar Martins disse...

Boa noite Graça! Um lindo poema, gostei muito de ler.
Abraço.

Prestigiando seu Dia disse...

Que beleza de poemeto, curto , leve e iluminado, disse muito em poucas palavras!

https://inovandoapoesia.blogspot.com/2018/08/sou-mada.html

Se puder , leia!

Final de semana azul, desejo amiga!

Abraço!