18.3.10

Tão cúmplices, as palavras


Edward Hopper
Às vezes vêm de muito longe:
de fatigadas viagens,
de mortes prematuras,
de excessivas solidões.
Mas vêm.
E trazem a inicial pureza das fontes.
E a lâmina do silêncio.
E a desordem da noite.
E a luz extenuada do olhar.
Tão cúmplices, as palavras.



Graça Pires
De O silêncio: lugar habitado, 2009

47 comentários:

Taninha Nascimento disse...

Oi, Graça!

Sim... As palavras são nossas cúmplices até quando não ditas.

Lindo poema. Bravo!

E tela de Hopper caiu como uma luva.

Beijos,
Taninha

Ah, preciso ler seus livros!

Aníbal Raposo disse...

Olá Graça,

Passei e gostei de ler o seu poema.

Beijos

mundo azul disse...

__________________________________

Gostei muito do poema! Sim, as palavras são nossas sempre fiéis cúmplices...Muito bonito!


Beijos de luz e o meu carinho...


___________________________________

JMV disse...

...e cada palavra abre tanta coisa...
um beijinho

Pena disse...

Excelente Amiga Poetiza:
Um fantástico versejar da solidão das palavras.
Tão necessárias numa sensibilidade gigante de compreensão e beleza.
Puro talento seu, fabuloso Poetiza e concebe a maravilha da poesia que faz com paixão.
Admirável.
Beijinhos agradecidos de cordial e enorme respeito pelo seu sentir genial e belo.
Bem-Haja!
Com consideração


pena




Uma "explosão" poética digna de aplauso e elogio.
É Fantástica.

partilha de silêncios disse...

Lindo, como tudo o que escreve, quer seja sobre a pureza das fontes, quer sobre a lâmina do silêncio.

um beijinho

manuela baptista disse...

Tão cúmplices...

que eu até me sinto sem elas

e isso é muito estranho em mim! Costumo tê-las por todos os lados, na cabeça, nas mãos, nos bolsos, dentro do peito...

mas das fatigadas viagens chegam as suas e é tão bonito o poema que me entrou por aqui na desordem desta noite

que eu cúmplice me calo...

um beijo

Manuela

e gosto tanto de Hopper!

As Estações do Ano disse...

Tão cúmplices e tão sedutoras ...

Marta disse...

Aquilo que queremos dizer...
Aquilo que guardamos só para nós...
É isso - uma cumplicidade entre nós e as palavras nos segredos...
Belo
Beijos e abraços
Marta

Benó disse...

Tão cúnplices entre si e tão cúmplices connosco, também.
Gostei muito da cumplicidade.

segredo disse...

Cumplices e ambiguas...
Beijinho de lua*.*

Úrsula Avner disse...

Oi Graça, belo poema, como sempre... Bj.

Úrsula

Vieira Calado disse...

E agora amiga,

para mais uns momentos

de boa disposição,

veja o blog mareterra da gaivota...

Bjs

São disse...

Sim, as palavras fazem sempre parte de nós. Até quando as deixamos no silêncio.

Um abraço grande.

d'Angelo disse...

Vêm de estrelas ausentes, de portos imaginários. E trazem beleza, surpresa, magia. Tão suas, as palavras.

Braulio Pereira disse...

ouvi o teu silencio
e vim
nas tuas palavras
confesso

que cresci...


beijo e poesia!!!

avlisjota disse...

"E trazem a inicial pureza das fontes."

"E a luz extenuada do olhar.
Tão cúmplices, as palavras."

Muito lindo esta sua cumplicidade com as palavras Graça

Beijos

© Piedade Araújo Sol disse...

Graça

um poema belissimo e muito verdadeiro.

bom fim de semana e um

beij

heretico disse...

... sobretudo cumplices, quando alimentam. como na tua admirável e sábia Poesia.

beijos

alice disse...

a desordem poética, querida graça- o bem que nos faz :) um beijinho grande*

Mar Arável disse...

Boa memória de ti

Bj

Andresa disse...

Só consigo dizer que são lindas as sua palavras...

PARABÉNS pelo incrivel talento.

UMA FÃ

As Estações do Ano disse...

Percorrer o seu blogue é um prazer.
Consultar os blogues sugeridos por si, é outra agradável descoberta.

teresa p. disse...

"Tão cúmplices" e tão profundas, as palavras...
É lindo demais, este poema! Uma verdadeira viagem de emoções...

A imagem de E. Hopper enquadra-se na perfeição.

Beijo.

gabriela r martins disse...

excelente cumplicidade ,esta que teceste





.
um beijo

Luis Eme disse...

tão cumplices as tuas palavras, neste dia teu...

abraço Graça

viernes disse...

Hopper, as palavras cúmplices...
bela mistura, graça!
Beijos

http://cinzasdecarvalho.zip.net disse...

Minha caríssima e verdadeira amiga,
tão cúmplices lhe são as palavras que, no dia internacional da poesia, não poderia me furtar a lhe externar minha admiração, respeito, carinho e paixão pela sua arte e pela grande amizade que fizemos nascer.
Meu grande e fraterno abraço.
Bárbara Carvalho.

Lia Noronha &Silvio Spersivo disse...

td na paz contigo Graça?
Abraços carinhosos pr ati nessa tarde d e Domingo por aqui.

Maria Clarinda disse...

Graça,há muito que não ando por aqui,e hoje senti uma necessidade enorme de te ler, as saudades falaram mais alto...e aqui estou,a agradecer-te estes momentos que passei neste fim de noite.
Obrigada Graça, e um beijo grande.

Vieira Calado disse...

Sempre elegante, bela,

a sua poesia!

Bjs

Fernando Campanella disse...

Belíssimo poema,Graça. Sinto isso também, 'às vezes vêm de mortes prematuras', de certos nós da existência, de insônias, das segundas-feiras, dos símbolos, das faces dos meses.... da memória em transe... ah, as cúmplices palavras.
Bjos, minha querida amiga.

Ah,gostei imenso também do poema da Paula, na postagem anterior.

Fernando Campanella disse...

Ah, esqueci-me de dizer, o Hopper da tela na foto é fantástico. Maravilha.

Elizabeth F. de Oliveira disse...

Belíssimo!
Não sei se os poetas são felizes ou infelizes, mas é certo que as palavras para eles liberdade e prisão, alegria e tormento. É certo que são a eles, a nós, a cumplicidade perfeita para a companhia dos dias.
Beijos, minha querida!

R.Joanna disse...

O poema nasceu com o quadro que o acompanha? Parecem destinados a um longo enamoramento, de tal maneira me parece já impossível recordar um sem me lembrar do outro. Muito, muito belos.

Um beijinho

J.F. de Souza disse...

palavras, palavras, palavras...

fica o dito
erudito
pelo inaudito
e não tido

e
o que temos
são
palavras

Ailime disse...

Com as palavras se constroem os mundos fantásticos dos poetas que nos transmitem enorme sabedoria.
Muito belo.
Um beijinho.
Ailime

maré disse...

quando chegam
as palavras
são torrente

geram continuamente
rios sem margem

e nós descalços
_ a água junto ao coração.

___

um imenso beijo querida Graça

Argos disse...

Olá Graça

As palavras por vezes são cúmplices, por vezes...
Outras vezes são delatoras!

Abraço

Pena disse...

Linda Amiga:
O seu poema encanta.
Enternece e maravilha.
Possui uma sensibilidade de ouro puro. Um tesouro humano. Doce.
Beijinhos de parabéns sinceros.
Sempre a respeitá-la e a estimá-la.
Com constante admiração pelo que escreve brilhantemente.
Adorei.


pena

MUITO OBRIGADO pela sua amizade.
Bem-Haja, terna e linda amiga.
É um fantástico Ser Humano de bem.!

Mofina disse...

Cúmplices do poema mais sentido...

Bjs

Licínia Quitério disse...

Sinto-me a habitar o teu poema. Dá para entender?!

Beijo, Graça.

A.S. disse...

Graça,

Na pele das palavras, um perfume
está por dentro de todos os poemas!

Beijos
AL

Maria Clarinda disse...

(...)E trazem a inicial pureza das fontes.
E a lâmina do silêncio.
E a desordem da noite.

Um beijo de ternura, lindo o poema.

Gisela Rosa disse...

lindo Graça! Cúmplices desse acto transformador, a palavra...


beijo grande Graça

maria manuel disse...

que belo poema, Graça! as palavras "cúmplices" de tantos sentires, de tantas travessias. e as tuas, "cúmplices" de todas elas, poesia-voz atenta ao humano.

beijinho.

Fernando Campanella disse...

Oi, minha amiga, eu aqui novamente. Reli este poema teu, olha, é maravilhoso. Bjos.