29.7.10

Calaram-se os pássaros

Ana Pires

Calaram-se os pássaros.
Regressou enferma
a ave que rasgou a sombra
das árvores em pleno verão
sem encontrar o caminho para a chuva.


Graça Pires
De O silêncio: lugar habitado, 2009

44 comentários:

Benó disse...

Mas a chuva não tarda muito e as aves poderão encontrar o seu caminho.
Um abraço, Graça.

Amélia disse...

Gosto muito - como costumo gostar da sua poesia. Posso divulgar?

António Moreira da Silva disse...

intensamente lindo.Parabéns :)

hfm disse...

Enxuto e belo!

Pena disse...

Estimada e Excelente Poetiza Amiga:
As suas poesias fascinam e encantam.
Quanta pureza e beleza imensas.
Tem uma sensibilidade sublime.
Beijinhos amigos de respeito e estima pelo seu extraordinário e fabuloso versejar.
Com constante admiração.

pena

É fantástica.
Bem-Haja, preciosa e valiosa amiga.
Adorei.

São disse...

E, no entanto, não podemos jamais perder a esperança.

Um abraço, linda.

© Piedade Araújo Sol disse...

G.

a sua poesia é um misto de ternura e esperança, este poema curto, diz tanto...

a foto esta belissima e aqui tb deixo os meus parabéns à sua autora.

um beij

alice disse...

creio, querida graça, que todos nós procuramos a frescura da água em dias de tão intenso calor como estes que temos vivido. um grande beijinho.

manuela baptista disse...

calaram-se

mas apenas naquele segundo
em que trocam de casa
com os primeiros habitantes da noite

e cuidaram da ave enferma
para que nunca deixasse de procurar

o caminho para a chuva

obrigada Graça!

pelo seu poema rasgado

um beijo

Manuela

Lara Amaral disse...

Difícil regressar inteira, a jornada arranca partes da alma.

Lindíssimo poema!

Beijos.

Mar Arável disse...

Enquanto voarem

os pássaros

não se calam

teresa p. disse...

Poema pequenino, mas com enorme e profundo significado...
Lindo, tal como a fotografia da Ana!
Beijo.

Hilton Valeriano disse...

Convido-a a visitar o Poesia Diversa. Sua presença será uma honra. Abraços.

Ana Oliveira disse...

A busca pode ser uma viagem sem regresso ou um regresso assim...doente de sede que as fontes não matam.

Obrigada

Um beijo

Marta disse...

Enquanto não chegar a chuva...vamos divagar nas palavras que o silêncio deixa escrito na alma...
Beleza de poema...
Obrigada pela visita
Beijos e abraços
Marta

Daniel Hiver disse...

Graça...
Calam-se os pássaros; e nos calamos, regressando enfermos. Somos como a ave voando solitária no dia cinzento, como pudéssemos ditar o ritmo das chuvas...
Mas muitas vezes as sombras nos escondem de nós mesmos e vamos entristecendo.

heretico disse...

reinventam o voo. sempre. as aves que "rasgam a sombra"...

belíssimo.

beijos

JOSÉ RIBEIRO MARTO disse...

E ( todo o pássaro calado é a minha morte)... Sem mais palavras para a sua poesia que me interroga e me deixa suspenso!
um abraço
JrMarto

A.S. disse...

Bem hajam as aves que rasgam a sombra das árvores! Todos precisamos de um rasgão de luz...


BeijO
AL

viernes disse...

difícil o caminho para a chuva no Verão, se calhar tem forma de palavras...

belo poema,
um beijo

Lou Vilela disse...

Os danos são invevitáveis; o voo, condição sine qua nom para outros prismas.

Beijos,
Lou

Braulio Pereira disse...

aen!!! que lindo


ternura


adorei!!



beijo meu!!!

De Amor e de Terra disse...

Como essa ave, tanta vez me encontro em fim de voo, mas sem rasgar sombras e tanta vez à minha volta se calam os pássaros...
muito belo!
Bjs.
Maria Mamede

Parapeito disse...

Eles vão quebrar o silêncio...nós ajudamos...estamos cá e espera deles a Acreditar
Lindo Graça
Brisas doces ****************

Úrsula Avner disse...

Olá Graça,

Sua escrita é mesmo encantadora...
É sempre um prazer "te ler". Bjs.

Beta disse...

Estava saudosa da sua poesia.

Lindo!

Um beijo,

avlisjota disse...

É sempre uma procura...

Lindo poema!

Bjs e boa semana!

José

CamilaSB disse...

Quando os pássaros se calam entristecem-se as árvores...
Lindíssimo poema Graça! Obrigada pelas carinhosas palavras...bjo!

carol disse...

Levíssimo e lindo este poema! Aliás, como és costume.
Obrigada.

segredo disse...

Gosto do silencio mas tb gosto do som dos passaros...
Boa semana querida amiga

Beijinho de lua*.*

José Manuel Vilhena disse...

É estranha a sensação destas palavras...diria as pequenas ondas que se formam quando em pleno silêncio atiramos uma pedra para o meio de um lago...
:)

d'Angelo disse...

O silêncio do exílio interrompido não cala a poesia. Um pequeno e belo diamante, Graça.

Luis Eme disse...

o teu silêncio é um lugar belo e habitado...

abraço Graça

livia soares disse...

Muito bonito.
Um abraço.

Márcia Luz disse...

O tempo de migração deixa a incerteza da volta...

Maria Clarinda disse...

Graça...saudade. Não tenho estado presente no teu espaço, mas...tenho-te sempre comigo.
Um beijo no teu coração.

A.S. disse...

Graça... vim reler-te, rever-te e deixar um beijo!

AL

Sonhadora disse...

Minha querida
Muito belo e intenso poema.

Beijinhos
Sonhadora

Carlos Teixeira Luis disse...

Pequeno poema, grande em beleza.

Um abraço, Graça.

Rodrigo disse...

Me veio a imagem de um pássaro tranquilo em direção à tempestade, porém sem nunca chegar a ela. Belo.

Mofina disse...

Que a chuva não tarde!

Beijinho

Jaime A. disse...

Encontramos tantas vezes o que não queremos; tantas vezes o caminho da chuva não se vê, mesmo no melhor dos "tempos". Quase "fotográfico" este poema.
Um grande abraço.

Vieira Calado disse...

Andei por aqui a ler ( ou reler)

Continua muito bom, o blog!

Bjs

maré disse...

este é um dos mais extraordinários poemas que te conheço.


fiquei arrasada quando o li a primeira vez e ccontinua a fazer-me estremecer.