10.1.14

Barco





Escrito à minha volta, o som da água 
escava o sulco necessário à passagem 
de um barco singrando até ao mar. 
A criança que fui aninha-se no convés 
para amar as gaivotas às escondidas do vento.

Graça Pires
De Caderno de significados, 2013

27 comentários:

Aníbal Raposo disse...

Deve-se sempre "amar as gaivotas escondidas no vento".

Um beijo

Marta Vinhais disse...

Os segredos escrito no Vento que só nós compreendemos...
Lindo...
Obrigada pela visita
Beijos e abraços
Marta

Manuel FL disse...

A infância é o lugar de exílio e de deslumbramento a que sempre queremos voltar.

Poema e fotografia lindíssimos.

Beijo

São disse...

Mais um bom poema...

Bom serão

dade amorim disse...

Gosto desse poema, Graça! E muito.

Beijo

José Vilhena Moreira disse...

'sulco necessário'
:)

Lídia Borges disse...


belíssimas as imagens sugeridas no traçado deste doce navegar.


Um beijo

Benó disse...

Criança fomos, criança somos. Amamos as gaivotas, o vento, o mar.Eu.
Gostei de te voltar a ler.

Mar Arável disse...

Eu estava lá

desgrenhado
mas estava
bjs

manuela baptista disse...

às escondidas, a infância continua a crescer connosco

e os barcos


um abraço, Graça

Regina Cardoso da Graça disse...

Como é bom regressar!

Obrigada Graça Pires...

Bjs

JP disse...

São segredos que o vento não nos sussurra. Mas na infância aprendemos.

Beijinho

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Sempre tão bela a criança dentro de nós...

beijo amigo

Evanir disse...


Você será sempre insubstituível dentro do meu coração,
o mundo é bom e Deus é sábio e generoso pois
faz pessoas como você atravessarem nosso caminho,
fazendo agente mais feliz.
Que seja sempre assim porque dessa
maneira eu terei certeza que nunca estarei só,
ter sua amizade é ter a benção da vida.
Que Deus abençoe sua vida e nossa amizade
pois o amor de uma grande amizade que nunca morre.
Beijos e minha sincera amizade.
Um feliz e abençoado Domingo .
Que Jesus aqueça sempre nosso coração
abençoando nossa infinita amizade.
Até Sempre: Evanir.
Te deixei um carinho na postagem.

Licínia Quitério disse...

Esse lugar mítico que nos acolhe. Lindo, Graça.

Ana Pires disse...

Por vezes, todos temos necessidade de voltar à infância, o lugar da inocência.
muito bonito. beijinhos

teresa p. disse...

A infância do nosso imaginário.
Mágico! Também a fotografia é lindíssima.
Bj.

heretico disse...

.. que os remos sejam suaves como caricias de vento.

belíssimo.

beijo

© Piedade Araújo Sol disse...

a criança que existe em nós e que nunca devemos deixar morrer...

:)

Fernando Campanella disse...

Oi, minha querida amiga, que beleza são teus escritos, expressões da dura delicadeza da alma. Muito obrigado pela presença, pela lembrança. Feliz 2014 para você. Bjos.

Laura Ferreira disse...

lindo...

Diego Dias philippsen disse...

http://diegodiasphilippsen.blogspot.com.br/

Nilson Barcelli disse...

Também já tinha saudades de ler a tua excelente poesia.
Ette magnífico poema é um exemplo do teu enorme talento.
Graça, tem um bom resto de semana.
Beijo.

Eduardo Aleixo disse...

Poema cheio de ternura com a criança escondida olhando para as gaivotas e ouvindo a canção melodiosa das águas contra a proa do barco na sua viagem para o mar!
Bom regresso à blogosfera, querida amiga.
Já tinha saudades.

Eduardo Aleixo disse...

Bom regresso à blogosfera. Já tinha
saudaddes.
( já comentei, mas não sei se ficou! )
Abraço.

Braulio Pereira disse...

que alegria .. tinha saudades tuas querida amiga Benvinda.


bom 2014 vamos de mâos dadas. semeando poesia. sonhando ..cantando há vida..

beijo

Elizabeth F. de Oliveira disse...

Graça, quanta beleza encerram tuas palavras! A poesia é teu ar e tua voz.


Beijos