15.1.18

Em seara alheia


Somos sozinhos com tudo o que amamos
Novalis

Voltarei a cada página para colher
os indícios das tuas mãos
porque a palavra tempo se repete
e o silêncio continua nas minhas mãos

Gisela Gracias Ramos Rosa
In: O livro das mãos. Lisboa: Coisas de Ler, 2017, p. 63

47 comentários:

Graça Pires disse...

No posfácio de Alfonso Pexegueiro, podemos ler: […] “São as mãos que margeiam, que beiram o silêncio das coisas, e é o silêncio que guarda as nossas lembranças mais sensíveis” […]
É muito belo “O livro das mãos”, Gisela. Parabéns!

Larissa Santos disse...

Bom dia. Brilhante poema. :)) Adorei

Bjos

A chave...numa insana desorientação.

Boa Segunda-Feira

Cidália Ferreira disse...

Fabulosa escolha!! Amei

Beijos e uma excelente semana

Érika Oliveira disse...

Amei, gostei muito.

Alfredo Rangel disse...

Graça, não conhecia Gisela Graça Ramos Rosas mas este primeiro encontro com ela me faz curioso por conhecê-la. Parabéns pela escolha e divulgação.

Marco Luijken disse...

Hello Graça,
Wonderful words.
I will thank you for all your visits and nice comments on my blog.
Thank you so much.

Big hug, Marco

Teresa Almeida disse...

Extraordinário poema! Curto, como se o silêncio fosse sagrado.
Belíssima escolha, Graça!

Beijinho.

María Perlada disse...

Un placer venir a tu precioso blog.

Besos y feliz tarde.

Majo Dutra disse...

É realmente muito belo, Graça.
Abraço, Amiga.
~~~~

Pedro Luso disse...

Um belo poema de Gisela Gracias Ramos Rosa.
Aqui, querida amiga, vou conhecendo alguns poetas portugueses,
com a deferência que tu fazes a eles postando os seus poemas.
Tenha uma ótima semana Graça.
Um beijo.
Pedro

Tais Luso disse...

(...) porque a palavra tempo se repete
e o silêncio continua nas minhas mãos

Muito bonito, é assim mesmo! E sempre será.
Gostei de conhecer um pouquinho da poeta sensível.

beijo, Graça!

Lídia Borges disse...


Mãos repletas de um entendimento lírico das coisas do mundo, assente na sublimidade da Poesia.


Beijos para as duas.

Lídia

Manuel Veiga disse...

jogo de mãos muito belo
e envolvente.

excelente partilha, Graça

beijo

José Carlos Sant Anna disse...

O fragmento do posfácio já nos diz muito e o poema de Gisele é uma bela definição de poesia: condensação.
Como ela o fez tão bem no poema escolhido "pelas tuas mãos ou pelo teu olhar" rss
beijo,

José Carlos Sant Anna disse...

Grafei Gisele. Portanto, Leia-se Gisela.
Gostei muito da poesia desta moçambicana, que já publicou um livro pela Autêntica (A Juventude vai ao cinema), editora das alterosas, das Minas Gerais.
Também descobri que coordenou a publicação dos sete primeiros livros da Coleção de Poesia Meia-Lua, da editora Lua de Marfim. Entre os seus pares, estão Agripina Costa Marques, Amadeu Baptista, António Ramos Rosa, Maria Teresa Dias Furtado, Casimiro de Brito e Graça Pires.
Bela partilha, Graça!

Toninho disse...

De uma seara bela partilha Graça.
As mãos que não cabem todas as dores e que muito sabem do tempo.
Acho lindo uma bela escritora nos trazer coisas belas de conhecidos.
Semana linda Graça.
Beijo de paz amiga.

Júlia Evelyn disse...

Chérie, poème très bien!
O li em francês. Me fez lembrar palavras que eu amava aprender quando estava no curso da língua. O que contrasta então, com o silêncio do texto. Entre palavras e silêncio, sensibilidade.

http://juliamodelodemodelo.blogspot.com.br/

Victor Barão disse...

Mais uma generosa partilha de poema colhido em "ceara alheia" à própria, estimada, Graça Pires. E assim no meu quase absoluto analfabetismo poético, vou tendo a oportunidade, não só de conhecer e absorver um pouco mais de excelente poesia, como conhecendo nova/os poetisas/poetas.
Obrigado e parabéns
Continuação de excelente semana

Daniel Costa disse...

Graça Pires

O jogo das mãos que uma interessante quadra poética evoca é, na realidade um belo tema, a poesia bem pode tornar filosofia.

O INÉDITO SEMPRE SERÁ NOTICIA
Milhares de escritores, em Portugal, editam livros, mas de poesia histórica, só fica a haver o livro: SENHORA DO MAR, de Daniel Costa, jornaleiro (de jorna), jornalista, escritor…
Preço capa: Portugal. 11.00 €uros
Brasil: 44 Reais
O livro SENHORA DO MAR, edição da Chiado Editora, é por esta editora distribuído, em Portugal e Brasil.

Pedidos: box do facebook, dan.costa@zonmail.pt, ou 135 932795115.
Peça, aguarde receber o livro, abra e logo a seguir à capa encontrará nota de como pagar.
O livro SENHORA DO MAR, será distribuído no Brasil, por Editora Chiado de São Paulo.



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SENHORA DO MAR, a obra estará sempre disponível em qualquer livraria, quer no comércio tradicional, quer nas grandes cadeias como, Bertrand, Fnac, Wook, etc. Também em distribuição no Brasil.
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Editora – CHIADO
No caso de não encontrar o livro na sua livraria (em Portugal ou no Brasil), deixe ali a sua encomenda.
Poema do livro:
MAR DA PRAIA DE DEL’REY

Sempre sorrirei
Ter nascido e vivido num monte
Mar da Praia de Del’Rey
Sempre via a Serra no horizonte
De antigas glórias, hoje sei
Do meu quintal, defronte
Observava a mansão da Serra Del’Rei,
A mansão amuralhada como diamante
Senhora do Mar; sabes da grei?
Da figura que foi linda mulher amante?
Do príncipe D. Pedro que viria a ser Rei
Antecedeu-o seu pai D. Afonso IV, dele discordante
Mar da Praia de Del’Rey
Praia rodeada de bons coutos de caça; adjacente
Eu próprio vislumbrei!
Senhora do Mar; tudo muito convincente
D. Inês de Castro em jeito de astro rei
A heroína do amor, em Portugal, abarcante
Quantas histórias marcam a Serra? Contar, jamais saberei!
Desde a prebenda, vivificante
De D. Afonso da primeira dinastia, nosso rei
Da pouco citada, ali a vida real itinerante,
De D. Inês de Castro, que morou na Serra de Del’Rei
Século XIII, quando Gualdim País a tornara mareante
Figurou sempre na história, da Quinta das Lágrimas, estudei:
- O seu martírio, do amor marcante!
Depois de morta, tornada rainha, pelo que seu amante aclamado rei!
Rainha póstuma, cuja história ficou vivificante!
Nas suas sepulturas, ver desejarei!
No dia do Juízo final, se erguerão, bis-à-bis atuante
Do mais famoso amor de Portugal, depois de séculos, meu Frei!
Do Mosteiro de Alcobaça, governante!
Da cidade de Peniche - Serra, de El’Rei!
Em tudo diferente: Mar da Praia de Del’Rey!
Porém algo menos conhecido dos amores de Pedro e Inês, revelei!

Daniel Costa

Isa Sá disse...

Bonito poema.


Isabel Sá
Brilhos da Moda

Francisco Manuel Carrajola Oliveira disse...

Um belo poema minha amiga, gostei bastante.
Um abraço e boa semana.

Andarilhar
Dedais de Francisco e Idalisa
O prazer dos livros

LuísM Castanheira disse...

mãos que ouvem, para além dos silêncios.
belo poema é óptima partilha.

uma boa semana, minha amiga, Graça.

Just Fantasy Bijuteria disse...

É uma linda quadra. Beijinhos e boa semana :)

Marta Vinhais disse...

As mãos que se olham e dizem tanto....
Que lindo!!!
Obrigada pela visita
Beijos e abraços
Marta

Lu Dantas disse...

Linda escolha, lindo poema! ;)

Beijos!

https://ludantasmusica.blogspot.com.br

Anete disse...

Puxa, puramente bonito! As mãos têm um significado lindo...
Abraço e carinho

Suzete Brainer disse...

O silêncio nas mãos da poeta,
todo poeta vive do silêncio,
para depois semear a Poesia! ..
Adorei o poema e o título do
livro, todos nos sinais da
excelência desta Poeta.
Grata pela partilha, Graça! !
Uma ótima semana.
Um beijo.

Vanessa disse...

Poema lindíssimo, inspirador e reflexivo!
Um abraço carinhoso para você!

© Piedade Araújo Sol disse...

Um poema de Gisela Gracias Ramos Rosa, onde as mãos são a sua fonte de inspiração para um poema curto e muito belo.´
Boa escolha.
beijos
:)

silvioafonso disse...

.

No dia em que a minha função me levou
a consultar Haroldo de Andrade na Rádio
Globo eu só abri a boca uma vez; para sorrir.
E assim eu fiquei por duas horas ouvido o
cantar dos pássaros, o farfalhar das folhas
secas tocadas pelo vento na voz de quem sabia
o que falava. Sabia o que dizia.
Não necessariamente quando tenho saudades do
Aroldo, há muito já falecido, eu provoco os
que têm o poder da palavras e você, Graça,
minha poeta preferida, é uma das pessoas por
quem babo quando fala o que minha alma está
querendo ouvir.

Beijos,

silvioafonso



.

A Nossa Travessa disse...

Querida Gracinhamiga

Em quatro estrofes a poetisa diz tudo. Excelente. Exlentíssimo ! Parabéns Gisela Ramos Rosa! Parabéns minha querida Graça Pires

Qjs para as duas do

Henrique, o Leãozão

____________

Porque tu mereces quero explicar-te o motivo desta minha grande ausência: ao cabo de uma longa desgraçada malditas doenças que penso que as já conheces mas resumo, um cancro na próstata do meu irmão Braz que vem-se arrastando dolorosamente desde há um ano e meio; a doença pulmões-fígado da minha cunhada Lena que vive nos Açores e vem decorrendo há onze meses e outras, coube-me agora a mim. Fui internado no Hospital de Santa Maria com uma pneumonia agravada por vírus ou bactéria que andam por aí. Estive lá onze dias até me darem alta. Sublinho que fui tratado nas palminhas por médicas e médicos, enfermeiras e enfermeiros e auxiliares, com profissionalismo, simpatia e até carinho. Se alguém me disser mal do SNS vou-lhe às trombas!

lis disse...

Esse tempo que determina os momentos e é sempre um tema recorrente nos poemas.
Gosto muito e quero ler mais da poeta Gisela Gracias Ramos Rosa
obrigada por nos apresentar.
abraço Graça

Minhas Pinturas disse...

Ótima seara a escolhida
O poema maravilhoso.
Beijinhos, Léah

Odete Ferreira disse...

Bela a forma como a poeta reverencia as mãos.
Parabéns à Gisela Rosa.
Bela escolha.
Bjinho, Graça

Ailime disse...

Boa tarde Graça,
Um poema tão pequeno e que diz tanto!
Magnífico!
Muito obrigada pela partilha.
Um beijinho e continuação de boa semana.
Ailime

Ana Freire disse...

Maravilhosa, a forma como tão poucas linhas... nos transmitem tanto!...
Mais uma belíssima partilha, Graça!...
Grata por isso! Beijinho! Desejando-lhe a continuação de uma excelente semana...
Ana

Nal Pontes disse...

Profundas e reflextivas palavras. linda postagem. Bjs querida amo vc e Deus ainda mais

Sinval Santos da Silveira disse...

Oi, querida Mestra/Poetisa, Graça Pires !
Muito grato por compartilhar tão belos versos,
da autoria de Gisela Rosa. Lindos !
Um bom final de semana e um fraternal abraço,
aqui do Brasil !
Sinval.

Jaime Portela disse...

Gosto da poesia da Gisela RR.
E a que escolheste não foge à regra.
Bom fim de semana, amiga Graça.
Beijo.

Marta Moura disse...

Gostei da partilha Graça, mas gosto mais do que escreve. Beijinhos

Arthur Claro disse...

Gostei.

Arthur Claro
http://www.arthur-claro.blogspot.com

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Minha amiga Graça...

São preciosas as palavras que dizem muito,
mesmo quando estão em pequenos textos...

Abraço imenso...
Aluísio Cavalcante Jr.

As Mulheres 4estacoes disse...

Cabem tantos silêncios em nossas mãos e memórias...
Gostei da partilha.
Um abraço

tulipa disse...


Bom Ano! GRAÇA

Ohhhh... ter um blogue é um hobby
daí que não devemos considerar uma "obrigação" postar todos os dias
A vida corre muito rápido
e, não temos as 16h do dia,
(considerando que as outras 8h são para dormir), só para os blogues.
Há tarefas para cumprir, etc.

Sempre que dedico uma tarde ao meu blogue,
depois faço uma ronda para visitar os blogs dos amigos e comentar,
é o que estou a fazer nesta tarde de Domingo.

Surgiu-me um problema
deixa-me pouco tempo, sem energia e disposição para o resto.

O que me resta é ...ter calma e esperança!!!

É NECESSÁRIO AMAR E SER AMADA
Beijinho
Boa semana...

Érika Oliveira disse...

Vc pode visitar meu blog? Fiz uma postagem ótima sobre Excelentes músicos cearenses.

Olinda Melo disse...

Um poema que nos induz a ideia de perenidade. Muito belo na sua aparente simplicidade.

Bj

Olinda

Agostinho disse...

Com um adn distinto Gisela Ramos Rosa fez uma quadra excelente.
"Voltarei a cada página",
digo eu,
às mãos receptáculo,
para além dos indícios,
dos gestos da palavra.

Bj.