6.4.11

Em seara alheia



BILHETE-POSTAL


Voltei aos jardins mas nem sombra de nós vi
na face das coisas - somos filhos do instante.
E no entanto que longos me vão os dias.


Por aqui tudo arde. Secretamente.
Uma raposa desceu das terras altas
e morde-me os dedos se tento afagá-la.

Soledade Santos
In: Sob os teus pés a terra, Lisboa: Artefacto, 2010

29 comentários:

Marta disse...

Ficamos apenas com as memórias...
Tudo desaparece lentamente....
Lindo...
Obrigada pela visita
Beijos e abraços
Marta

© Piedade Araújo Sol disse...

comovente.
parabéns à Soledade Santos e obrigada Graça,pela tua generosidade em aqui partilhares.

um beij

A.S. disse...

Graça,

Filhos dos instantes, quando as horas e os dias nos ardem dentro do peito e nos expõem à avidez de bocas que nos dilaceram...


Abraços,
AL

Desnuda disse...

Querida Graça,

O seu bom gosto e sensibilidade são dádivas para seus leitores. Um poema que atinge diretamente os sentidos. Obrigada pela bela partilha.


Carinhoso beijo, Poeta.

hfm disse...

Belíssimo como todos os poemas da Soledade sempre foram.

DE-PROPOSITO disse...

Por aqui tudo arde. Secretamente.
--------
A magia da paixão. Que seria do mundo sem 'paixões'.
--------
Que a felicidade ande por aí.
Manuel

manuela baptista disse...

por aqui

podem-se partilhar
os poemas bonitos

mas as raposas, não

são como os lobos, não se deixam afagar

um beijo

manuela

AFRICA EM POESIA disse...

cOM UM BEIJO...

Crise
O mundo caminha
Por ondas e ciclos...
O mundo caminha
Para a queda...

Porque a família
Não está...
Porque a família
Perde a força...

E a sociedade humana
Por diversos factores
Tem muita gente imatura...

Sem união familiar...
Sem amor...
Sem gosto pela vida...

A crise rapidamente...
Fica instalada!...

LILI LARANJO

Jaime A. disse...

Os dias vão longe e, mesmo sendo filhos do instante, há um tempo que nos arde e, nos são e nem as raposas nos são clementes.
Um poema amargo, seco... lindo.

Paula Raposo disse...

Também me sinto assim. Gostei do poema. Beijos.

Naty e Carlos disse...

Milagre é tudo aquilo que enche o nosso coração de paz.
Paulo Coelho
Bjs com carinho Naty

tecas disse...

Triste e comovente.Com o tempo tudo desaparece.
Um aplauso à autora Soledade Santos e para si querida Graça um bjito e uma flor.
PS. Adorei o seu livro.
Maravilha de poesia.

Tania regina Contreiras disse...

Filhos do instante: isso arde ao ouvi-lo!
Beijos,

O Profeta disse...

Vejam! Faço magia!
Com esta caixinha de simples cartão
Não se iludam, nem pombas ou coelhos
Não há truque...perdão!?

E então?! Que emoção
Encontrei algo aqui neste bolso esquecido e roto
Espera aí o que é isto meus senhores?!
Ah...! É uma pedra mágica que pensei ter dado em mar revolto

E vou cantar uma adivinha
Vou desenhar uma ideia minha
Vou inventar uma musica em surdina
Vou dançar sem bailarina


Mágico beijo

Laura Ferreira disse...

Muito bonito.

Soledade disse...

Graça, o "Bilhete-Postal" é um poema por que tenho particular afecto. Muito obrigada, a si e aos visitantes do Ortografia do Olhar. Ando longe da blogoesfera, mas de vez em quando algo me faz lembrar e retomo trilhos perdidos. É bom voltar. E fiquei a saber do "Incidência da Luz". Parabéns!

viernes disse...

os regressos sempre têm palavras difíceis,

belo poema para este abril (complicado em Portugal..)

um beijo

Licínia Quitério disse...

Muito boa é a poesia da Soledad! Obrigada por a teres aqui trazido. Um beijinho, Graça.

heretico disse...

Éden perdido dos Poetas...

belíssimo.

beijos

Folhetim Cultural disse...

Olá passo por seu blog para convidar você a visitar o meu que é dedicado a cultura. De segunda a sexta feira noticiário cultural aos sábados minha coluna poética ás 09 horas da manhã e ás 5 da tarde Chá das 5 sempre com uma participação especial. Irei aguardar sua visita lá. Abraços sucesso em seu blog. O endereço é informativofolhetimcultural.blogspot.com

Magno Oliveira
Twitter: @oliveirasmagno ou twitter/oliveirasmagno
Telefone: 55 11 61903992
E-mail oliveira_m_silva@hotmail.com

teresa p. disse...

Emoções que vão ficando pelos caminhos da vida...
Gostei muito deste poema da Soledade Santos, parabéns!
Beijo.

Vieira Calado disse...

Uma poetisa que eu não conhecia.

Tenho conhecido alguns por seu intermédio.

Obrigado.

Bjjss

Nilson Barcelli disse...

Um belíssimo bilhete postal.
Gostei da escolha.
Desejo-te boa semana.
Um beijo, Graça.

Maria Clarinda disse...

Obrigada pela partilha, Graça!
Um beijo de carinho

Benó disse...

Tambémj conheço muitas raposas como a do poema.
Um abraço, Graça.

Eduardo Aleixo disse...

Beleza crua, agri-doce.
Beijo de carne sobre o mármore frio da estátua do tempo.
Enternecedor.
Triste e belo. Como a vida muitas vezes é.
Obrigado pela partilha, querida Graça.

Emerson Leal disse...

Graça, tudo bem? Me chamo Emerson, sou músico brasileiro e comecei a gravar meu primeiro CD. Tenho uma letra de música que gostaria que fosse recitada por uma portuguesa; esta seria uma das faixas do disco. Venho aqui te fazer este convite. Como fazemos para conversar melhor, caso aceites? Podes me escrever? emersonleal@gmail.com

Grande abraço!

avlisjota disse...

Lindissímo poema!

A vida é efémera, mas faz longa cicatrizes...

Parabéns á autora!

Um bj

José

Parapeito disse...

muito bonito...obrigada pela partilha
brisas doces para si doce Graça***