15.5.08

Foram embora os pássaros



Foram embora os pássaros.
Foram embora,
procurando um tempo
onde a luz deflagre em suas asas.
O seu inevitável regresso
há-de acompanhar
a rotação dos ventos.
E quando, nos meus ombros,
nenhum excesso de solidão
me mutilar os braços,
eles hão-de chegar, de novo,
como um incêndio.
Os pássaros.


Graça Pires
De Uma extensa mancha de sonhos, 2008

28 comentários:

Paula Raposo disse...

Gostei. Os pássaros voltarão. Inevitavelmente. Beijos.

Mïr disse...

Lindo!

"...O seu inevitável regresso
há-de acompanhar
a rotação dos ventos..."

Teresa Durães disse...

regressam sempre; nos ciclos da vida

São disse...

A foto está maravilhosa e gostei do poema.
Beijinhos.

DE-PROPOSITO disse...

nenhum excesso de solidão
------------
Será que há excesso de solidão, ou de felicidades!...
A solidão, pode ser uma companheira 'desejada'.
Fica bem.
Felicidades.
Manuel

© Piedade Araújo Sol disse...

uma bela foto a acompanhar um belo poema.

e voltarão os pássaros....

beij

hfm disse...

Não sei porquê o final deste poema fez vibrar em mim os acordes de uma canção. Penso que pela música que nele existe. Belo.

Regina disse...

Pássaros são como as marés...

bjinhos

F. Reoli disse...

A poesia é sempre um vôo de belas paisagens... beijos

alice disse...

palavras com asas querida graça. um grande beijinho.

Elizabeth F. de Oliveira disse...

Sempre atônita com as tuas imagens, deixo aqui do testemunho silencioso da minha perplexidade.
Bravo!
beijo no coração

luis lourenço disse...

Respira-se o perfume dos elementos: a fragrância do ar, o fogo da paixão, as raízes da terra e o mar da solidão sspensa do voo!...

beijinho

JPD disse...

Inexcedíveis em liberdade

L. disse...

olá

acrescentei aos links

Luis Eme disse...

vão... mas tiram sempre bilhete de ida e volta, Graça...

abraço

irneh disse...

Olá

Os braços mutilados...é isso que sinto. Esperarei que voltem os pássaros.

Um beijo e bom fim de semana

L. disse...

fui eu que comecei a dar-lhes milho envenenado

isabel mendes ferreira disse...

um pouco como eu neste momento. embora.




sem asas.


beijo Graça.

é.me penoso andar aqui.

voltarei quando os dias forem mais serenos. virei. sempre. beber as suas palavras....

obrigada.

scaramouche disse...

Parabéns pelas palavras que inspiram os leitores a ... voltar e sair dele com algo especial.

scaramouche.

Anónimo disse...

Pássaros de fogo que marcam o tempo da poesia...
Beijo.

Teresa P

Licínia Quitério disse...

Inevitável o seu regresso, mesmo depois dos ombros mutilados.

Um beijo, Graça.

herético disse...

pássaros de fogo. os teus!
com belas plumas. como a cor das tuas palavras.

adorei.

Miguel Barroso disse...

Rumam de ombro em ombro, pois também pousam no meu. Abraços d´A SEIVA e do EU, SER IMPERFEITO.

Luís Nunes disse...

Mas vão voltar assim como eu para voar nas tuas palavras,beijo.

Pena disse...

Linda Amiga:
A sua ternura, a sua beleza, como brilhantemente se expressa deslumbra e inebriam-nos de fascínio.
Claro, que os pássaros virão ao seu encontro. Ao pé do si e do seu adorável e lindo ser.
OLhe, amiga, um poema sensacional. Lindo. Admirável.
Parabéns, gostei muito de ler.
Beijinhos amigos.
Sempre a estimá-la

pena

Graça Pires disse...

Obrigada. Também eu desejo como todos vocês que os pássaros voltem... Um beijo.

nana disse...

sim, como um incêndio,

(em) asas de sentir...


..



lindíssimo, graça...


x

maria m. disse...

«eles hão-de chegar, de novo,
como um incêndio.
Os pássaros.»

belo!