30.7.08

Do lado do rio

Carlos Botelho

Escrevo trovas no vértice de uma dança.
Sulco toadas, verso a verso,
no eixo dos meus pés.
A manhã começa do lado do rio.
Imperceptível. Tangível ao fascínio.
Olho os outros com a ritualidade
de quem permuta o sorriso e o risco de viver.


Graça Pires
De Conjugar afectos, 1997

40 comentários:

maria m. disse...

da alegria de viver.

um beijo, Graça.

© Piedade Araújo Sol disse...

a manhã começa do lado do rio.

pois começa!

beij

hfm disse...

Botelho gostaria, seguramente, de ler este poema ele que "permutou tantos riscos"!

inominável disse...

e como doem estes vértices, quando embatemos neles... mesmo os da dança... mesmo os dos passos que dançamos...

daniel disse...

Graça Pires

Um quadro de Carlos Botelho e um texto, naturalmente, enquadrado e interesante de ler e meditar na alegria de viver.
Daniel

Teresa Durães disse...

vale sempre correr esse risco

São disse...

Viver é sempre um risco em que por vezes nos permitimos permutar o riso.
Abraços, Graça.

Vieira Calado disse...

Excelente poema, enquadrado por belíssima imagem.
Donde é?
Abraço

Paradoxos disse...

palavras com sentidos, fizeste-me gostar deste espaço!!

Edu

Pena disse...

Doce Amiga:

Um poema repleto de genialidade e beleza imensa.
"Do lado do rio"- De imenso significado. Pureza e cuidadosa expressão poética maravilhosa.
Palavras destas preenchem, quando diz:

"...Olho os outros com a ritualidade
de quem permuta o sorriso e o risco de viver."

Intenso. Poderoso. Imenso.

beijinhos de amizade.
Sempre a admirá-la

pena

É uma poetisa de sonho, acredite?

dona tela disse...

Assim é que eu gosto. Bons programas.

As minhas cordiais saudações.

Parapeito disse...

" A manhã começa do lado do rio"
*
" Amores de além rio
Não os quero nem de graça
Dão sempre como desculpa
O rio que se não passa"

Agradeço a passagem no meu parapeito.

teresa p. disse...

"A manhã começa do lado do rio"
Se o rio for o Tejo...
A pintura do Botelho é simplesmente genial.
Beijo.

pin gente disse...

bonito o teu bailado na alvorada

Elizabeth F. de Oliveira disse...

Graça, esse poema teu faz a vida valer muito a pena;são palavras que sangram alegria em nossos corações.
Grande beijo.

Multiolhares disse...

Viver é um risco, mas é bom arriscar

beijos

JPD disse...

Olá Graça Pires

«...
de quem permuta o sorriso e o risco de viver.»

e se congratula

presumo eu.

Sophiamar disse...

Um poema lindíssimo, lido com os cheiros da serra , aqui onde a manhã começa. Quanto à imagem escolhida, há sempre a sintonia com o que escreves. Bom gosto!

Beijinhos

Anónimo disse...

escrevo presença. mesmo que silenciosa.



legente sempre.




beijo.




imf

Luis Eme disse...

e escreves bem, no vértice...

eu leio-te do outro lado do rio, Graça...

abraço

O Puma disse...

Entretanto hoje

Cavaco

pariu um rato

Ailime disse...

Magnífico poema, construído como se fora uma escultura e emoldurado por um não menos belo quadro alusivo!
É sempre fascinante a "permuta de sorrisos"!

E que bela é a vida deste lado do rio...

Beijinhos!

ln disse...

quando as palavras são quadros em que absorvemos as tonalidades e nos perdemos na imagem que se reflecete ali;aqui, é perceptível o fascínio do viver no mundo das letras, abraço forte.

ln disse...

* reflecte

JRL disse...

Sabes que gosto muito do Carlos Botelho? Tenho de ver se me lembro de o pôr no latitude. Um beijinho, do outro lado do rio ;)

rouxinol de Bernardim disse...

Um sonho poético sem par!

Marinha de Allegue disse...

Interesantes verbos neste poema, sempre xenial Graça!!.

Beijinhossss.
:)

RESSACA disse...

Aqui nasceu o Espaço que irá agitar as águas da Passividade Portuguesa...

Charlie disse...

Da minha janela vê-se o mar.
E eu aqui olhando para dentro enquanto ele navega na lonjura...

dona tela disse...

Apresento-lhe a minha nova faceta.

Abraço respeitoso.

Alexandre Bonafim disse...

Graça, querida, recentemente eu postei uma série de comentários no seu blog. Você os recebeu? Conseguiu lê-los? Não sei como você configurou o seu blog. Você recebe e-mails avisando sobre posts? Vou enviar para você os sítios onde eu postei os comentários. Beijos. Lindo poema!

Benó disse...

"Escrevo trovas no vértice de uma dança"

e certamente, também, poesia sentida que dá gosto ler.

Um abraço!

Anónimo disse...

Está convencida de que escreve poesia?
Não vê que tanto a nível formal como semântico, tudo isso que "escreve" é banal, palavroso e pindérico?
A "freguesia" que por aqui anda deve ter outros incentivos...

Menina_marota disse...

Ao anónimo das 2,33...

Que falta de personalidade esconder-se por detrás do anonimato para fazer tristes figuras!

Quem não gosta, não come, não é aqui chamado, pois não?

Quem GOSTA... PERMANECE!

eu gosto! E MUITO!!!


Perdõe-me Graça, mas DETESTO gente assim, que atiram as pedras e escondem a mão!


Um abraço minha querida Poeta. Sabe como a aprecio!

Anónimo disse...

Eu é que estou a ser de uma grande complacência dando-me ao trabalho de visitar um blogue pindérico destes. Só o título "muito poético" é revelador de pretensões.
Por que não !A sintaxe do olhar"? ;)))))) Ou Morfologia ou Fonética? Piroso porque num título se constata logo o calibre inventivo e sábio de alguém. Perceberam?
Leiam os grandes poetas e ensaistas e deixem-se de cacarejamentos pseudo-poéticos,maus epígonos doutros epígonos.

Não volto, pois não dá para perder tempo. Podem, se quiserem, apagar os meus comentários.

Victor Oliveira Mateus disse...

Olá, Graça! Estava a ler o comentá-
rio do "anónimo das 2,33" (parabéns
"menina marota" por ter respondido
ao mascarado- ou será uma mascara-
da?), quando me lembrei de uma coi-
sa: lembraste de te ter falado na
"maluca do Algarve"? Uma que tem ar
de camionista? Bem, não te deves lembrar! Imagina, que o raio da mulher pirou de vez: arrancou o açaime e nunca mais foi à sessão de
electrochoques. Cá p'ra mim aquilo
é um caso perdido, tadinha dela
"tão gordurosa à janela"!!! Mas, dizia eu, estava a ler o "comentário do anónimo das 2,33"
(dava um bom título!), quando... ... olhem, esqueci-me do
que queria dizer!(eheheheh) Ah, já "m'alembrei": era só para te perguntar se sabes quantas pernas tem uma centopeia...é que eu quero
comprar armadilhas p'ra pardais, mas que só apanhe os pindéricos...
pindéricos sim, mas de sexualidade resolvida, não quero pardais aluci-
nados. Se souberes onde se vende, diz-me por favor...

Um beijo

P.S. Se o/a maluco/a da sintaxe vol
tar e disser que não é
"sabes" mas "sabias", diz-lhe que
eu tenho aqui uns livros que lhe posso emprestar...

teresa p. disse...

O anónimo das 2,33 pode saber muito de semântica, de nível formal, e até de estética, mas de Ética é que não percebe mesmo nada, porque não se diz mal de uma pessoa anonimamente. Isso, na minha terra chama-se cobardia.
Mas, como diz a minha mãe, a inveja faz falar...
Eu sou grande apreciadora da poesia da Graça, porque a considero de grande qualidade e enorme sensibilidade

Manuel Fazenda Lourenço disse...

Aquele ou aquela que se acobarda como anonymous nem sequer tem o migalho de inteligência para perceber que as suas palavras, onde ressuma inveja, despeito e ressabiamento, não são mais que o espelho de uma mente retorcida e patética.

Victor Oliveira Mateus disse...

Afinal ainda voltei à liça: ó Teresa p, se ela percebesse muito
de semântica estaria a dar aulas numa Universidade de primeira: Oxford, Sorbonne, etc. Juro que ainda gostava de saber quais os grandes ensaístas que o/a anónimo/ lê? Será que anda a investigar na área das doenças da personalidade,
nomeadamente nas patologias esquizóides e/ou paranóicas? Caro
Manuel Fazenda Lourenço as pessoas
com dados traços psicóticos não entendem certas coisas... não vale a pena cansar-se! Espero que o/a anónimo/a, já que gosta tanto de ensaio e já que está com a mão na massa,aproveite e leia a "História
da Loucura" do Michelito F. Que,
apesar de lá ter a sua orientação
sexual, coabitou sempre bem com ela
e não andava a marrar (marrar, sim!) com ninguém por causa disso.
Até porque essas coisas são como o
Jacinto: uns bebem branco, outros tinto (eu também gosto do rosé, eheheh!)e ninguém tem nada com isso. Lê ensaios?! O/a anónimo/a sabe lá o que é passar décadas a ler ensaios... cá p'ra mim lê é
o "Mosquito"! Ele (ou será ela?)
tem é de dizer ao terapeuta que precisa de mais sessões.

P.S. Esqueci-me duma coisa: também gosto do palheto, do verde branco
(fresquinho, hum!). O tempo que o/a
anónimo/a anda nos blogues à pesca da semântica e da sintaxe, se bebesse mas era um Gatão (Gatão, é
uma marca, juro que não há aqui bocas sexuais!) com 2 Xanax 5 mgs em cima... até via o Paraíso com sete mil virgens... o que faria ele
(ou ela?) com sete mil virgens? O que faria? eheheheh!

Eduardo Aleixo disse...

Versos lindos.
Frescos.
Salpicados de orvalho. Do lado do rio.
Manhã.
Parabens.
Beijo.
Eduardo