20.6.07

A cor do entardecer

Manuel Fazenda Lourenço

Planto urzes brancas
em redor do caminho.
No começo do verão,
será tão intensa
a cor do entardecer,
que os frutos hão-de devorar-me
a boca, para conter a sede.


Graça Pires
De Quando as estevas entraram no poema, 2005

5 comentários:

A.S. disse...

Ao entardecer a sede é sempre mais intensa...

Belo poema Graça!


Um beijo!

maria carvalhosa disse...

A tua poesia é de uma beleza, Graça!
Farás tu ideia de como os teus poemas são dádivas?

Beijos.

Carreira disse...

Criei um blogue de opinião que agora estou a divulgar.
Se tiver interesse, não deixe de fazer uma visita: http://www.cegueiralusa.blogspot.com/
Caso goste, por favor divulgue, pois pretende ser mais um espaço de discussão em busca de uma cidadania mais activa.
O meu muito obrigado.
Com os melhores cumprimentos,
José Carreira

Teresa Durães disse...

lindíssmo o poema!

e começa hoje o verão. Bom solstício!

Graça Pires disse...

A.S.,a sede, sim, é sempre intensa. Obrigada. Um beijo.

Maria, fico comovida contigo... Um beijo.

Carreira, obrigada pela visita. Irei concerteza ser leitor do seu "cegueira Lusa". Um abraço.

Obrigada Teresa. Que o teu verão seja óptimo. Um beijo.