Pousei devagar o silêncio por dentro das palavras
sem ignorar seus gumes para que a voz vigiasse
os nomes sombrios pronunciados para sempre.
Agora os nomes são cristais de sangue
que pegam lume à minha língua.
Possuo o tremor do gesto no vitral das mãos
nervo tenso vacilante e silente
ocultado na desordem de um grito.
E sei que cada nome pode ser uma emboscada
um esconderijo um lugar de encontro
um lugar para morar ou a denúncia da morte.







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