Falavas
longamente de um rio, mãe.
Um
rio com pedras tão brancas que cegavam.
Para
o encontrares pisaste todos os vales,
doaste
à paisagem a cor dos teus olhos:
tons
de mel, tons de mágoa, tons de chuva.
E
deixaste que o rio te levasse.
Depois
disso, mãe, em todas as margens
se
avistam aves muito brancas
que
atravessam o olhar alarmado das mulheres.
Graça Pires, 2015




























