é do barro que moldo a primeira palavra
à noite pelos atalhos
vou colhendo das sebes e das trepadeiras
vocábulos incomuns
e outros simples
como os que dizem as crianças
quando brincam sozinhas às princesas
enquanto na ampulheta
o sobressalto da areia vai desenhando trajetórias vãs
deixo o poema na mesa a levedar
mas
meu amor
será para ti a primeira fatia.
vou colhendo das sebes e das trepadeiras
vocábulos incomuns
e outros simples
como os que dizem as crianças
quando brincam sozinhas às princesas
enquanto na ampulheta
o sobressalto da areia vai desenhando trajetórias vãs
deixo o poema na mesa a levedar
mas
meu amor
será para ti a primeira fatia.
Teresa Alvarez
In: A luz breve das rosas, 2025, p. 157

5 comentários:
Teresa: No evento “Aqui vai livre” foi a mim que me calhou este teu livro. Fiquei muito contente porque já tinha ouvido alguns poemas ditos pelo António Cravo e fiquei com vontade de o adquirir. É um livro muito belo. Parabéns. Li e reli o livro. A cada poema mais gostei. Obrigada. Um beijo.
Beautiful blog
Please read my post
Lindo demais,Graça! Belo poema ! beijos, ótimo dia! chica
Que belíssima escolha!
Grata por nos mostrar.
Beijinhos tudo de bom!
Enviar um comentário