3.6.26

Em seara alheia

 





é do barro que moldo a primeira palavra

à noite pelos atalhos
vou colhendo das sebes e das trepadeiras
vocábulos incomuns
e outros simples
como os que dizem as crianças
quando brincam sozinhas às princesas

enquanto na ampulheta
o sobressalto da areia vai desenhando trajetórias vãs
deixo o poema na mesa a levedar
mas
meu amor
será para ti a primeira fatia.

Teresa Alvarez
In: A luz breve das rosas, 2025, p. 157

5 comentários:

Graça Pires disse...

Teresa: No evento “Aqui vai livre” foi a mim que me calhou este teu livro. Fiquei muito contente porque já tinha ouvido alguns poemas ditos pelo António Cravo e fiquei com vontade de o adquirir. É um livro muito belo. Parabéns. Li e reli o livro. A cada poema mais gostei. Obrigada. Um beijo.

Rajani Rehana disse...

Beautiful blog

Rajani Rehana disse...

Please read my post

chica disse...

Lindo demais,Graça! Belo poema ! beijos, ótimo dia! chica

Fá menor disse...

Que belíssima escolha!
Grata por nos mostrar.

Beijinhos tudo de bom!