
Contemporâneo dos deuses é o poeta.
Os seus templos têm abóbadas
de silêncio e nostalgia.
Os seus ritos roçam a magia,
a raiva, o exorcismo.
O seu tempo tem a rotação das dunas
no litoral do fogo.
Há multidões partilhando
o ágape fraterno dos seus versos.
Graça Pires
De Labirintos, 1997
