Procurou a cicatriz dos dias, o risco da vida
e da morte, o choro dos filhos nas horas aflitas.
Com a perícia das unhas arranhou os poros da pele
para não temer o suor nos sulcos da lembrança
quando espalhasse no peito o sal líquido
onde encalharam as barcas da paixão.
Graça Pires
De A solidão é como o vento, 2020, p. 47
