Ana Pires
Nasce-se
e morre-se todos os dias por amor.
Mesmo
aquele que se reinventa.
Como
uma oferenda
ou
um alarme que nenhum poema diz.
Da
fenda dos lábios deixo sair
a
linguagem cifrada dos enigmas
para
escandir a sombra desprevenida
das
sílabas em erótico tumulto.
Graça Pires
De Uma claridade que cega, 2015
