Vem
comigo, amor.
Vamos
contornar
as
margens azuis do adriático
e
trepar as escarpas
até
ao castelo de duíno.
Queremos
um anjo de pedra
nos
rituais do enlevo.
Eu
procuro de novo
o
princípio de tudo,
para
que me digas na voz de rilke:
as minhas emoções, que acharam asas,
voam, brancas, à volta do teu rosto.
Graça Pires
De Uma claridade que cega, 2015
