A janela do quarto inclina-se
sobre o milagre da paisagem.
Acordei festiva
sem recear
a singularidade
efémera da existência.
Detenho no alcance das mãos
a precisão abstracta de cada recomeço.
Semelhante à força de águas imensas
na confluência de rios
hoje serei a corrente e a foz.
Qualquer barco me devolverá a infância.
Graça Pires
De O improviso de viver, 2023, p. 9
Se desejarem ouvir o poema e ver o vídeo da Ana podem fazê-lo aqui:
https://youtu.be/bHEp5bPHaOA
