Henri Cartier-Bresson
as mulheres vestidas de luto.
Souberam da tormenta
pela imensa salinidade dos lábios.
Têm uma quilha enterrada no peito.
E querem ser aves de sal e vento.
E vão, dizem, acender as estrelas
que guiam os marinheiros
na aflição
das noites intermináveis.
O destemor tão perto da loucura!
Graça Pires
De A solidão é como o vento, 2020, p.39
Se alguém quiser ouvir o poema dito pela minha filha Ana pode fazê-lo aqui:
https://youtu.be/Z3CngT426fk
