em que a palavra amor,
imensa de promessas,
morava na boca dos poetas.
Houve um tempo
em que o pranto habitava
o olhar das mulheres com a ruína na voz.
Houve um tempo
em que as pedras
tinham o rebordo da morte.
Carmo Baião
In: Sabemos que as pedras têm alma. Carnaxide: Cordel d'Prata, 2022, p. 15
