Ary Scheffer
no peito, antecipando o destino
de seus passos transumantes.
Foram até ao começo do mundo.
Beberam juntos a água inicial.
Levíssimas, as mãos dele,
no modo diverso de tecer afagos.
Inteiras, as mãos dela,
de seus vagares vestidas.
Assim se souberam ávidos um do outro.
Até ao fim do mundo.
Graça Pires
De A solidão é como o vento, 2020, p. 54
