Ivan Sandorfi
erguia a foice para avistar a seara,
o celeiro e o pão sobre a mesa.
Diante das árvores sem folhas
curvava os ombros
enquanto um súbito recolhimento
lhe gretava o chão.
Uma tarde o corpo dele fez-se sombra.
E um arado o lavrou como se fosse terra.
Graça Pires
De A solidão é como o vento, 2020, p. 10
