Katharina-Jung
no fim dos caminhos
dos longos roseirais, situados
a poente da cidade sobrelotada.
Abria a cancela do pátio
como quem diz, em voz baixa, uma oração.
Despia-se e deitava-se na erva
com as mãos sobre o ventre.
E, deslembrada de tudo,
ficava a ouvir o coração comovido e inquieto.
Graça Pires
De A solidão é como o vento, 2020, p. 45
