Para
o Poeta João Rui de Sousa
Quando
o dia oferece à paisagem
todas
as gradações da luz,
a
escrita não se fatiga das palavras.
O
poeta é então um artífice discreto
pressentindo
no olhar, sem explicação,
o
manejo das mãos enfeitiçadas
pelo
gesto acabado, a marginar um sonho.
Graça Pires
De Uma claridade que cega, 2015
