Daniela Owergoor
Doía-lhe
na voz
a crueza das palavras
como se fosse um poeta
sôfrego de silêncio.
Com olhos alagados de tristeza
perdia-se no espaço
mais íngreme das vagas
quando a sombra dos
barcos
acostava no seu corpo
até se transformar em
tempestade.
Num rodeio de vento
sobre as dunas
achou o seu exílio.
As gaivotas começaram a
amar-lhe
a fragilidade das mãos.
Graça Pires
De A solidão é como o vento, 2020, p. 7
Se alguém quiser ouvir o poema pode fazê-lo aqui
https://www.youtube.com/watch?v=4umDyqwFCYw
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