Katia Chausheva
São longos os dedos
que
sulcam o rosto difuso das noites
em
que o luar queima os crisântemos
sem
deixar vestígios
e
os felinos transformam o chão
num
local imprevisível.
Indiferente
ao desígnio das sombras,
a
luz insinua-se no lado misterioso
onde
me encovo.
A
luz e o silêncio.
Com
artifícios insondáveis
e
uma leve vigília
de
dádiva ou de bênção.
Graça Pires
De Uma claridade que cega, 2015
