Vêm de todos os
lugares, por caminhos
que fervem sangue e
luto.
Aos milhares, saem
dos túneis da noite e do medo.
Não trazem bandeiras.
Um ardil cavado na
lonjura enjeita-lhes a idade.
E chegam extenuados,
traídos, indefesos.
Procuram um chão e um
abraço.
As sombras coladas
aos muros
são a morada da
esperança que lhes resta.
Poderão perdoar a
nossa ausência?
Graça Pires, 2015
