os veleiros que adivinhava no seu peito.
Colocou o bordado num caixilho
azul-marinho e pendurou-o
numa das paredes mais visíveis da casa.
Garantiu, assim, que a regata
passará sempre à sua porta.
Agora um braço de mar
parece abraçá-la longamente.
Graça Pires
De A solidão é como o vento, 2020, p. 31
