XV
Este silêncio que à noite se infiltra como presença
há muito esperada. Este silêncio que a brisa
aconchega e pelos claustros sobrevoa o negrume
da vida. É um bater de asas nas copas das árvores,
uma doçura a escorrer pelas cornijas
tão pelo tempo esbeiçadas
e é também o reflexo da minha sede.
tão pelo tempo esbeiçadas
e é também o reflexo da minha sede.
Uma sede sem limites nem fim e onde uma ânsia
de Amor me antecipa visões e êxtases.
Este é o silêncio que sempre quis,
aquele que à noite atravessa
corredores e celas desenhando nas lajes
aquele que à noite atravessa
corredores e celas desenhando nas lajes
as minhas Moradas - caminhos que nunca cedo,
como se num antiquíssimo sonho uma nítida mão
a mim me salvasse.



























