
AS PALAVRAS DO MEU CANTO
Palavras que não morrem. Nunca morrem
se um homem as disser sempre de frente.
Palavras que não morrem. Nunca morrem
porque são a razão de quem as sente.
Palavras. Todas elas do meu povo.
Amigas. Companheiras. Namoradas.
E são o canto antigo. O canto novo
de quem não as quer ver amordaçadas.
Palavras que são vento. E tempestade.
Palavras que são sol. E são abrigo.
Verdade. Amor. Poema. Liberdade.
E a palavra maior: palavra Amigo.
Palavras que são arcos. E são setas.
Com elas se defende uma canção.
As palavras são as armas que os poetas
devem fazer passar de mão em mão.
[ … ]
Joaquim Pessoa
In: Amor combate. Lisboa: Moraes, 1977
se um homem as disser sempre de frente.
Palavras que não morrem. Nunca morrem
porque são a razão de quem as sente.
Palavras. Todas elas do meu povo.
Amigas. Companheiras. Namoradas.
E são o canto antigo. O canto novo
de quem não as quer ver amordaçadas.
Palavras que são vento. E tempestade.
Palavras que são sol. E são abrigo.
Verdade. Amor. Poema. Liberdade.
E a palavra maior: palavra Amigo.
Palavras que são arcos. E são setas.
Com elas se defende uma canção.
As palavras são as armas que os poetas
devem fazer passar de mão em mão.
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Joaquim Pessoa
In: Amor combate. Lisboa: Moraes, 1977















































