Somente porque é Natal
ele veio nascer à minha porta
como se fora eu a sua mãe.
É de linho o pano que cobre
meus braços,levemente
encurvados, para neles caber
o berço de embalar
o menino sem presépio.
A pausa do vento
a preparar a neve
lembra-me o desamparo
de outras crianças, tantas,
a quem a fome quebranta o choro.
E digo: venham habitar para sempre o meu poema
como se fossem meus filhos.
Graça Pires, Natal 2014
Ao silêncio que guardamos no coração
juntemos um cântico de Luz.
Porque amamos a Vida.
Porque desejamos a Paz.
UM NATAL DE AMOR PARA TODOS!
Pintura de Caravaggio
Fotografia de Joakim Eskildsen



























